quarta-feira, 30 de junho de 2010

Alguns comentários!

Alguns comentários que precioso fazer:
1 – Depois que Fernando Pimentel foi obrigado a abrir mão de sua candidatura ao governo mineiro em nome da unidade com o PMDB, acreditava que a vitória do campo de oposição em minas estava fadada ao fracasso. Pois bem, depois das ultimas viagens que fiz pelo interior de minas, participando de reuniões com lideranças locais e com pessoas totalmente desligadas da política observei um movimento interessante: a greve que os professores fizeram nos meses de abril, maio e junho pode levar a oposição ganhar em minas. Uma das falas que me comoveu, de uma criança de 12 anos que disse que não vai deixar seu pai e sua mãe votarem em Anastásia, porque ele não deu aumento aos professores. Este movimento senti em todas as cidades que passei.

2 – A imprensa parece que não aprende. Eles estão praticamente falando que o Jogador do Flamengo Bruno é assassino de sua ex-namorada. A imprensa não tem responsabilidade com a verdade, eles se preocupam apenas em ganhar dinheiro e manter ibope. Imagina se a modelo aparecer!

3- Enquanto isto o Brasil vai avançando no mundial, estou apostando em uma final Brasil e Argentina.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Em breve, ou melhor, assim que tiver um tempinho volto a escrever sobre minhas andanças pelo interior e a percepção que tive que Hélio Costa pode ser governador. Por ora, publico um excelente artigo que peguei no blog do Paulo Henrique Amorim, escrito pelo jornalista Luis Claudio Cunha.

“Serra e a surra da jabulani!
Se a eleição fosse a Copa do Mundo, o placar desta semana mostraria que José Serra tomou um banho de jabulani − pelas costas e pelo meio das pernas − e viu seu time emplumado despencar do poleiro, goleado fragorosamente pela equipe da adversária Dilma Rousseff.O placar impiedoso do último Ibope – Dilma 40, Serra 35 – é a primeira virada do PT no jogo bruto da sucessão. Menos pelas virtudes do time petista, mais pelos erros clamorosos do esquadrão tucano.

O problema maior de Serra, que ainda não tem equipe escalada e nem esquema de jogo, não é a adversária que já se fardou para a partida. O problemão de Serra nem vai entrar em campo, mas pode decidir o jogo ainda no primeiro tempo: a encrenca é Lula, o dono da bola, do time, do discurso e da candidata do PT, que surfa na aprovação pessoal de 85% da torcida brasileira.

O candidato do PSDB ainda tem que agüentar a estridente vuvuzela de uma economia em expansão que incha o pulmão do torcedor e forra o bolso do eleitor.

Em março, pouco mais da metade do respeitável público (58%) sabia que Dilma integrava o time de Lula, e ela então perdia para Serra por 38 a 33. Em junho, 73% da galera já sabiam que dona Dilma era a craque escalada por Lula – e a candidata do PT virou o jogo, apesar de Serra aparecer mais na TV.

Assim mesmo, quanto mais aparecia na telinha, mais crescia a rejeição de Serra (30%), superando a marca de antipatia de Dilma (23%).A planilha do Ibope mostra que, a 100 dias da eleição de outubro, mais da metade dos eleitores (55%) ainda não conhecem, nem ouviram falar ou poucos sabem que Dilma é candidata de Lula. Sinal de que, nos 45 dias finais de campanha no rádio e na TV, a situação de Serra pode se agravar dramaticamente.

O tucano continua impondo seu jogo no sul do país, perde de goleada no Nordeste e começa a ceder o empate na zona do agrião – o Sudeste, onde estão as torcidas mais numerosas e que costumam decidir o campeonato.

Em todas as regiões do país, a aprovação popular do inventor de Dilma varia de 80% (sul) a 90% (nordeste), batendo em 84% no triângulo estratégico de Rio-São Paulo-Minas, onde se concentram 58 milhões dos 134 milhões de eleitores.

Serra, até agora preferido pelos eleitores mais ricos e de melhor instrução no Sul Maravilha, deve enfrentar dificuldades maiores no seu reduto: Lula tem 88% de aprovação no eleitorado que ganha até dois salários mínimos e já fatura 75% de popularidade entre os que ganham mais de 10 salários, justamente o ninho tucano.

A crônica indecisão tucana agravou o drama de Serra. Até escolher o senador Álvaro Dias como seu vice, no fim de semana, Serra hesitou entre oito nomes.

Fritou o favorito Aécio Neves, agora um jogador alijado cujo desinteresse explica o crescimento de Dilma nas montanhas decisivas de Minas Gerais. Cortejou o senador mineiro Francisco Dornelles, que acaba de levar seu PP para a neutralidade medida do “apoio informal” à candidata de Lula, gesto um pouco mais atrevido do que a “imparcialidade ativa” inventada pelo PMDB gaúcho para flutuar corajosamente entre Dilma e Serra.

Depois, o tucano negaceou entre Arruda, o governador preso por corrupção em Brasília, os deputados baianos José Carlos Aleluia e Benito Gama e uma inexpressiva vereadora tucana do Rio de Janeiro. Patrícia Amorim seria uma jogada de craque, sonhavam os tucanos, porque é a atual presidente do Flamengo, o clube de maior torcida do país.

Para dar certo, o gol de placa do palmeirense Serra teria que ser combinado também com os torcedores de Vasco, Fluminense, Corinthians, São Paulo, Atlético, Bahia, Barueri, Naviraense…
Álvaro Dias ganha a vice menos por suas virtudes como político e mais por ser irmão do também senador Osmar Dias, que ameaçava montar um palanque no Paraná para Dilma.

A manobra fraternal de Serra resgatou o apoio do mano desgarrado, mas isso nada tem a ver com firmeza ideológica. O lance perna-de-pau de Serra aconteceu na quarta-feira (23), quando ele fechou o apoio de nove partidos varzeanos de Brasília reunidos em torno do notório Joaquim Roriz.

Serra jogou no ralo qualquer preocupação ética ao receber o apoio do homem que resume, como poucos, o clima pantanoso da política brasileira. Roriz renunciou ao mandato de senador, em 2007, para não ser cassado por quebra do decoro em negócios escusos com o banco estatal do DF e é apontado pelo Ministério Público como a matriz do mensalão do DEM que levou Arruda e seus comparsas à cadeia.

No desespero dos números adversos, Serra tem olhos apenas para os 42% da pesquisa que dá a liderança em Brasília a Roriz, sem antever o desgaste que esta aliança moralmente rasteira sinaliza pelo país, onde o PSDB já teve que engolir o apoio de gente como Quércia e Maluf.Neste charco eleitoreiro, Serra nivelou-se pelo oportunismo sem peias ao time de Dilma, que escalou craques de fichas encardidas e reconhecidas como Sarney, Renan, Garotinho, Collor, Jucá, Jáder e Zé Dirceu e seus 40 mensaleiros.

A flacidez moral de Serra, neste jogo de alianças a qualquer preço e a qualquer custo, mostra uma ambição que vai além de seu lema de campanha, o “Brasil que pode mais”. Agora com Roriz no bolso, Serra prova que pode ainda mais.Serra pode tudo, Serra pode qualquer coisa”.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dunga está virando herói!

O Dunga foi para a copa da África totalmente desacreditado pela torcida brasileira. O Torcedor por vezes o chamou de burro e cantou em alto e bom som “adeus Dunga”. Quando o mesmo assumiu a Seleção vários jogadores sentiam-se donos de camisas e donos de atitudes. A Globo tinha o monopólio de todas as coberturas e as escalações obedeciam os interesses dos patrocinadores.

Aos poucos Dunga foi organizando um “time” e cortando privilégios. Neste intervalo foi somando títulos e inimigos. Com a chegada da copa e uma obrigatoriedade maior de convivência, estes problemas vieram à tona e graças à internet podemos afirmar que a globo e os patrocinadores da seleção não importam com suas vitórias, mas sim no que podem lucrar, sejam nas vitórias ou nas derrotas.

Hoje, sem medo de errar Dunga deixou de ser aquela pessoa chata e começa a ser um herói que enfrenta todo um império montado para aproveitar da nossa ignorância, que acredita que a globo fala a verdade e que a Seleção na copa é mais importante do que a decisão Eleitoral.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Situação ruim da Globo e CBF!

É, a situação da Globo não está nada bem. Assim, como a da CBF que recebe mais de 220 milhões por ano de seus patrocinadores. O Ibope cresce com entrevistas e o Dunga não está maleável a liberar os jogadores. A globo pelo que apurou o Hoje em Dia perdeu muito dinheiro, pois, não tendo como entrevistar jogadores está precisando inventar matérias, o que torna cara a cobertura e reduz a audiência. Tudo leva a crer que Dunga cairá depois da copa, mas a globo e os interesses da CBF foram escancarados.

O império está caindo!

Esta matéria foi retirada do site da Folha de São Paulo. Em poucos momentos podemos observar um meio de comunicação entregar outro, mas vai ai a reportagem:

“Dunga corta privilégios da TV Globo
A briga entre Dunga e a Rede Globo, escancarada pela emissora na noite de anteontem no programa "Fantástico", é mais um capítulo de uma disputa inédita por mais acesso à seleção brasileira.
Ao longo dos últimos dois anos, o treinador encerrou décadas de privilégios da TV e partiu para o confronto.
Nesse caminho, acumulou palavrões contra profissionais da emissora, pediu a cabeça de desafetos no canal e se colocou no papel de censor e crítico de reportagens.
Os primeiros pedidos da emissora negados por Dunga datam de maio de 2008, quando o Brasil fez um amistoso com a Venezuela em Boston. Na ocasião, o técnico vetou a participação de Diego e Robinho em programa.
O choque ganhou força na Olimpíada de Pequim, quando o treinador passou a acreditar que jornalistas que faziam a cobertura da sua equipe, especialmente alguns da Globo, torciam contra o Brasil e queriam sua demissão.
Ao ganhar a medalha de bronze do torneio, virou-se para a tribuna onde estavam repórteres de vários veículos e fez xingamentos parecidos com os do último domingo --contra o jornalista da Globo Alex Escobar, no Soccer City, durante a entrevista da Fifa, após a vitória de 3 a 1 sobre a Costa do Marfim.
Dunga resistiu ao fracasso olímpico, passou a acumular bons resultados e ganhou força para perseguir seus desafetos, inclusive na Globo.
O ápice da disputa aconteceu quando pediu a demissão de Mário Jorge Guimarães, um dos principais profissionais da emissora até então na cobertura da seleção.
Guimarães acabou deixando suas funções na Globo e assumiu um cargo executivo no Sportv, canal esportivo por assinatura da empresa.
No ano passado, no próprio Sportv, Dunga atacou sem rodeios a cobertura que a emissora fazia sobre o time.
Criticou reportagem do jornalista Mauro Naves, outro que esteve em Pequim, em que o profissional descrevia um treino da equipe como "leve" --Dunga detesta quando alguém fala que seu time não treinou pesado.
Falcão, um dos principais comentaristas da emissora, é outro profissional da Globo na lista negra do técnico.
Em maio, no dia em que anunciou os 23 jogadores que iriam ao Mundial, Dunga fez rara deferência à emissora e concedeu entrevista ao vivo no "Jornal Nacional", dando sinais de uma trégua.
Na Copa, porém, a relação se deteriorou rapidamente depois que Robinho, em dia de folga, falou com a TV em um shopping --foi obrigado a pedir desculpa ao elenco.
O ataque de anteontem foi a gota d'água, motivando a resposta da Globo, que deve azedar ainda mais uma relação que já foi umbilical”.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Faz um tempinho que não postamos nada. Muita coisa tem acontecido, a semana agitada e o tempo corrido. Mas, lendo hoje o blog do Zé Dirceu resolvi recortar um texto que foi tema de muito debate nestes últimos dias, principalmente após a visita do Presidente Lula (PT) ao Irã e a posterior assinatura do acordo de não proliferação de armas nucleares. Pois bem, após esta batalha e a conseqüente assinatura por parte do Presidente iraniano, outros países que fazem parte do conselho de segurança da ONU, após sofrerem pressões norte americanas resolveram impor sanções ao Irã, exatamente para desacreditar o Brasil e sua importante política externa. O recorte mostra o que pode estar por trás desta tentativa de desqualificar o acordo.

“Energia nuclear e as pressões sobre o Brasil
O Protocolo Adicional da AIEA é instrumento contra países...
"O Protocolo Adicional da AIEA é um instrumento contra os países que tem capacidade de desenvolvimento tecnológico". Para compreender a dimensão e alcance exatos desta afirmação, recomendo a todos a leitura do artigo do ministro Samuel Pinheiro Guimarães (Assuntos Estratégicos) "Mudança de clima e energia nuclear", pulicado no Valor Econômico de hoje.

O ministro parte do princípio de que a diminuição da emissão de gases do efeito estufa entre nós se dará através da mudança de nossa matriz energética e dimensiona a importância da energia nuclear hoje no mundo. Além disso, faz um alerta muito bem fundamentado sobre as verdadeiras intenções das potências nucleares que pressionam pela revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

"Ao contrário da enorme maioria dos países que assinaram o Protocolo Adicional- assinala Samuel - o Brasil conquistou o domínio da tecnologia de todo o ciclo de enriquecimento do urânio e tem importantes reservas do minério".
Não devemos e não podemos ceder às pressões Desta forma, "aceitar o Protocolo Adicional e a internacionalização do enriquecimento de urânio seria um crime de lesa-pátria", conclui ele. Em outras palavras, ceder às pressões externas que o Brasil sofre e assinar o Protocolo Adicional significaria permitir a inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no país, sem nenhum aviso prévio.E inspeções "em qualquer indústria que considerassem de interesse, além das instalações nucleares (inclusive as fábricas de ultracentrífugas) e do submarino a propulsão nuclear, bem como de instituições de pesquisa civis e militares."

O ministro de Assuntos Estratégicos lembra a todos, também, que "os inspetores, embora formalmente funcionários da AIEA, são técnicos altamente qualificados, nacionais de países desenvolvidos, naturalmente imbuídos da "justiça" da existência de um oligopólio nuclear não só militar, mas também civil. E sempre prontos a colaborar não só com a AIEA, o que fazem por dever profissional, mas também com as autoridades dos países de que são nacionais".”