sexta-feira, 11 de junho de 2010

Faz um tempinho que não postamos nada. Muita coisa tem acontecido, a semana agitada e o tempo corrido. Mas, lendo hoje o blog do Zé Dirceu resolvi recortar um texto que foi tema de muito debate nestes últimos dias, principalmente após a visita do Presidente Lula (PT) ao Irã e a posterior assinatura do acordo de não proliferação de armas nucleares. Pois bem, após esta batalha e a conseqüente assinatura por parte do Presidente iraniano, outros países que fazem parte do conselho de segurança da ONU, após sofrerem pressões norte americanas resolveram impor sanções ao Irã, exatamente para desacreditar o Brasil e sua importante política externa. O recorte mostra o que pode estar por trás desta tentativa de desqualificar o acordo.

“Energia nuclear e as pressões sobre o Brasil
O Protocolo Adicional da AIEA é instrumento contra países...
"O Protocolo Adicional da AIEA é um instrumento contra os países que tem capacidade de desenvolvimento tecnológico". Para compreender a dimensão e alcance exatos desta afirmação, recomendo a todos a leitura do artigo do ministro Samuel Pinheiro Guimarães (Assuntos Estratégicos) "Mudança de clima e energia nuclear", pulicado no Valor Econômico de hoje.

O ministro parte do princípio de que a diminuição da emissão de gases do efeito estufa entre nós se dará através da mudança de nossa matriz energética e dimensiona a importância da energia nuclear hoje no mundo. Além disso, faz um alerta muito bem fundamentado sobre as verdadeiras intenções das potências nucleares que pressionam pela revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

"Ao contrário da enorme maioria dos países que assinaram o Protocolo Adicional- assinala Samuel - o Brasil conquistou o domínio da tecnologia de todo o ciclo de enriquecimento do urânio e tem importantes reservas do minério".
Não devemos e não podemos ceder às pressões Desta forma, "aceitar o Protocolo Adicional e a internacionalização do enriquecimento de urânio seria um crime de lesa-pátria", conclui ele. Em outras palavras, ceder às pressões externas que o Brasil sofre e assinar o Protocolo Adicional significaria permitir a inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no país, sem nenhum aviso prévio.E inspeções "em qualquer indústria que considerassem de interesse, além das instalações nucleares (inclusive as fábricas de ultracentrífugas) e do submarino a propulsão nuclear, bem como de instituições de pesquisa civis e militares."

O ministro de Assuntos Estratégicos lembra a todos, também, que "os inspetores, embora formalmente funcionários da AIEA, são técnicos altamente qualificados, nacionais de países desenvolvidos, naturalmente imbuídos da "justiça" da existência de um oligopólio nuclear não só militar, mas também civil. E sempre prontos a colaborar não só com a AIEA, o que fazem por dever profissional, mas também com as autoridades dos países de que são nacionais".”

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