terça-feira, 30 de março de 2010

PIG!

É! A grande mídia não dá trégua. Tenho observado um movimento bem orquestrado por parte do P.I.G (Partido da Imprensa Golpista). Eles, de forma sutil estão batendo nos principais programas do governo federal, com intuito de formar uma opinião que este governo não tem resultado, faz as coisas tocadas. Quem deu uma lida nos principais jornais deste fim de semana, ou assistiu algum noticiário compreende o que falo.

Tudo começou no sábado com a chamada pesquisa do Datafolha, principal instrumento da campanha de Serra presidente. A pesquisa, logo reproduzida pelos demais meios de comunicação, serviu para dar uma nova motivação na campanha tucana. Em seguida os instrumentos midiáticos vieram destacando os principais programas federais de forma negativa.

Eles querem a todo custo derrubar a candidatura de Dilma. Ao mesmo tempo em que buscam desqualificar os programas Federais, criminalizam os movimentos sociais. A grande manifestação dos Professores no sábado passado em frente ao governo paulista foi tratada como ato político.

A forma como os partidos de direita orquestram a mídia é idêntica. Aqui em minas aconteceu uma grande manifestação no dia 16 de março pedindo reajuste para o Funcionalismo Público Estadual. Os 23 sindicatos envolvidos conseguiram reunir mais de 5 mil pessoas na nova sede do Governo Estadual. O que a mídia fez na época do ato? Simplesmente disse que aconteceu uma manifestação na Cidade Administrativa, que foi liberada pelo governo Estadual. Até parece que qualquer manifestação precisa ser autorizada!

Ontem um canal de comunicação mineiro e um jornal conhecido divulgaram imagens falando que um grupo de pessoas aliciaram pessoas ao custo de R$ 25 reais para o ato, com o propósito claro de desacreditar o movimento. Rapidamente liguei para um dos organizadores do ato, que me informou que já descobriram que a reportagem foi uma farsa, pois a mesma foi gravada no ano passado em Ouro Preto na festa de Tiradentes.

Pois bolas, a mídia partidária e além de tudo golpista, em 2006, quando 50 mulheres de militares manifestaram em Brasília pedindo aumento ao Governo Federal, a mídia deu uma cobertura impressionante como se o ato fosse à apoteose de protestos contra o governo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mídia Eleitoreira!

No sábado saiu uma nova pesquisa para presidente, até ai normal. Mas o que não é normal é que não aconteceu nenhum fato político que pudesse elevar o percentual de Serra. Eles aproveitaram para repercutir em todos os meios de comunicação a tal pesquisa. Também não disseram que a candidata que aparece melhor na pesquisa espontânea (aquela que vc pergunta, sem citar nome algum.) é Dilma com 12%, Lula 8% e Serra 8%. Outro ponto relevante é que na mesma pergunta espontânea 1% disse que vai votar em um candidato do PT e outros 1% disseram que vão votar em um candidato apoiado por Lula, isso sim é importante, mas para eles não. Por isso reproduzo um comentário do site do Paulo Henrique Amorim.

"Carlos Doenha Freitas em 27/março/2010 as 11:52
Jornalista Paulo Henrique Amorim
Sou entrevistador do Datafolha há algum tempo e desta vez percebi que a manipulação das entrevistas foi descarada, não podia deixar de denunciar.Participei do trabalho de entrevistas desta pesquisa divulgada hoje que coloca o José Serra na frente da Dilma com 9 pontos. Posso garantir que sempre são realizadas entrevistas em maior número nos bairros onde vivem as pessoas mais ricas, desta vez então foram realizadas entrevistas nestes bairros em maior número ainda e em fichas em branco no local onde é anotada a região onde a entrevista foi realizada.Eu e outros pesquisadores já percebemos isto a muito tempo mas agora foi demais, isto deve estar acontecendo em outros locais do Brasil. Não podiamos deixar de denunciar, esta pesquisa foi manipulada, pode acreditar, a Dilma ja esta até na frente do Serra, pois, nos bairros mais pobres de São Paulo ela esta bem mais na frente, é que a coordenação da pesquisa mandou fazer mais pesqu isas onde mora menos gente e as pessoas são mais ricas.Estamos denunciando isto porque é uma vergonha, a folha e a Globo querem fazer o povo brasileiro de tontos, chega."http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=29164

sábado, 27 de março de 2010

Espetáculo montado!

Preciso manifestar sobre o caso dos Nardonis. O Julgamento foi um verdadeiro espetáculo montado e bem acompanhado pelo publico. Acredito que os jurados, o juiz e o promotor sofreram forte influência para condenarem os réus. Ao longo do julgamento, atrevo-me a dizer que o mesmo estava pronto e a defesa cumpriu apenas a formalidade do devido processo legal.

O que choca no caso é ver como somos manipulados pelos grandes meios de comunicação, que antes da sentença, prepararam todos para a condenação do casal. No art. 5º da Constituição encontramos uns princípios fundamentais a todos os seres humanos: O direito de provar a nossa inocência, o direito ao contraditório, o direito de usar todas as provas lícitas, o respeito à integridade física e moral e o direito de constituir um advogado de defesa, sendo que sem este ninguém pode ser condenado. Ver o espetáculo e a forma que o mesmo foi coberto, mostra que temos uma vontade enorme de fazer justiças com as próprias mãos. Agora me pergunto: se em algum momento da história aparecer uma prova que demonstre que este casal é inocente?

Quando estamos a tratar de vidas e de liberdade a prudência é o melhor caminho, afinal, olho por olho e a humanidade ficará cega!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Onde está a independência da mídia!

A matéria de capa da folha de São Paulo de hoje traz uma matéria dizendo que o governo de Chaves prende dono de TV oposicionista. Eu particularmente deixei de acreditar na grande mídia faz tempo. Eles não informam, mas, buscam formar a opinião publica para seus interesses escusos.

A forma como a ISTOÈ, folha, Estadão, organizações Globo, VEJA, resumindo, a grande mídia de uma forma geral trabalha é de dar nojo em qualquer cidadão. Jogam matérias sem pesquisar, sem saber o que pode ser verdade ou mentira, não se importam com os estragos que suas denuncias causam na vida privada e pública das pessoas que eles elegem como seus oposicionistas. Os seus interesses são totalmente políticos, mas escondem-se sob a pecha de independentes. Independentes onde? Em raros momentos eles dão um deslize que fica fácil comprovar isto. Repito novamente a manchete da folha para entender. Se os meios de comunicação são independentes, porque o dono de emissora preso na Venezuela é oposicionista? A mídia pode ser oposicionista à alguma coisa? Quem é oposição é independente?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mídia, sempre ela!

Sempre retratamos aqui como a nossa grande mídia trabalha. A matéria abaixo está no sitio do Luis Nassif (WWW.luisnassif.com.br).

“24/03/2010 - 06:44
A cobertura da greve dos professores paulistas
Por Diego Martins Torres
O Tratamento da Greve
Como a “grande” mídia tupiniquim é interessante.
Vá ao Google e digite: Greve professores São Paulo. A primeira página mostrará 12 links: O primeiro da APEOESP tratando da greve atual, os dois próximos com datas referentes a 2008, então um com “noticias sobre a greve”, outros três com referência à greve atual (um do estadão), outro com notícias da greve de 2008, depois um do estadão que não leva a nada, mais dois referentes à greve de 2008 e então um do PSTU referente à greve atual.
Agora digite: Greve França. O mostra mais de 12 links, todos relacionados à greve atual no país de Sarkozy. Links de Folha, Globo, Estadão, IG, R7.
Essa preocupação da imprensa nacional com a greve francesa é de comover!
Obs.: A procura foi feita por volta das 20:15h do dia 23/03/2010. “

terça-feira, 23 de março de 2010

Direito à saúde!

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conseguiu aprovar seu projeto de reforma do sistema de saúde. A lei vai estender assistência médica para 32 milhões de norte-americanos que atualmente não têm seguro de saúde. O que chama a atenção para esta brilhante iniciativa de Obama, é que segundo a última média do Pollster.com, 49,9% dos entrevistados são contrários as lei. A tarefa de Obama e dos seus correligionários Democratas é provar para a população que a lei é importante para a nação, uma vez que os USA era o único país desenvolvido que não garantia acesso universal a saúde.

A reforma foi aprovada no domingo, com 219 votos a favor e 212 contra. Segundo o Estadão, nenhum Republicano votou a favor da lei. A oposição “republicana deverá passar os próximos meses tentando convencer os eleitores de que a reforma era mesmo o pesadelo que eles pintaram, a qual estatizará o sistema de saúde e arruinará a assistência médica”. Aiaiaiaia........desde quando garantir saúde a uma população que não tem condições é arruinar o sistema de saúde? Possivelmente o que melhora a vida deles são as guerras e as conseqüentes mortes patrocinadas pelos republicanos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ficha limpa!

Ainda não manifestei sobre o projeto de lei chamado ficha limpa, que se encontra na Câmara Federal para ser votado. O Projeto foi uma iniciativa de vários setores da sociedade que buscam uma maior moralidade, por parte dos nossos representantes políticos. Achei Dois pontos interessantes nesta iniciativa: o primeiro foi pela mobilização feita por vários movimentos sociais o que possibilitou uma participação maior da sociedade na proposta de lei; o segundo é a preocupação em ter uma política mais séria.

Mas não posso deixar de apontar algumas falhas que entendo serem prejudiciais ao Estado Democrático de Direito. Em nosso Estado, adotamos o principio da presunção de inocência. Esta presunção acarreta o devido processo legal e a ampla defesa para aquele que está sendo acusado. Assim, uma pessoa que é réu em um processo pode usar todos os meios legais para se defender, sendo que, pode usar até o ultimo grau de jurisdição e ela só é considerada culpada após o trânsito final de uma decisão, ou seja, até um juiz, desembargador ou ministro declarar que não cabe mais nenhum recurso para a pessoa.

Assim, com a aprovação da lei, uma pessoa como Nelson Mandela não poderia ser candidata em nosso país. Por isso, acredito que por mais que as intenções tenham sido boas, a lei pode prejudicar uma conquista da humanidade.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Direitos Humanos e política

Ontem tive a grata satisfação se ser convidado a participar da entrega de carteiras aos novos advogados aqui em Contagem. O que disse ontem lá sinto o dever de colocar um pedacinho aqui. Disse que via dois grandes desafios para os novos advogados: o primeiro seria defendermos os Direitos Humanos. Até porque o termo Direitos Humanos é uma conquista de toda humanidade. E infelizmente, quando tratamos deste tema parece que o preconceito em relação a esta conquista prevalece. É muito comum ouvir que Direito Humano é o direito ou defensor de bandido. Assim, para compreender o que vem a ser Direitos Humanos é importante, como diz o Deputado Durval Ângelo, “olhar pelo retrovisor da história”. A cada passo dado na história, podemos observar o mesmo com os nossos direitos, uma eterna busca por igualdade e liberdade. E este papel de defesa cabe a nós advogados.


O segundo desafio está relacionado à política. O termo política está muito manchado, principalmente pela nossa grande mídia, o que provocou uma apatia e um descaso para com a política. E como dizia Parmênides, “ se os homens fossem harmônicos como os animais, nós não precisaríamos da política”, mas como somos “animais políticos”, não podemos nos furtar de participar das decisões da sociedade. E esta política está nos pequenos detalhes, seja na participação na minha entidade, seja nas discussões do nosso bairro, seja discutindo e esclarecendo com os nossos colegas. O que não pode acontecer é ficarmos sem participar, pois, quem não participa não ajuda a melhorar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um pouco mais de Minas!

Apesar de a grande mídia ter elegido seu candidato sem uma disputa previa, o campo de oposição tem os três melhores colocados nas intenções de votos: Fernando Pimentel, Patrus e Hélio Costa. Dos Três nomes, avalio que o candidato que tem as melhores chances de derrotar o Candidato do governador é Fernando Pimentel. Sua Administração está muito fresca na cabeça dos moradores da região metropolitana, sendo que é o líder das intenções de votos na citada região. Ademais, o seu nome possibilita uma gama maior de partidos políticos e lideranças na formação de uma chapa para a disputa eleitoral, o que dificultaria um pouco mais a vida do candidato do Palácio da Liberdade. Caso contrario muitos destes podem ir para a candidatura de Anastásia.

Um outro ponto que chama a minha atenção é a falta de compreensão do candidato do PMDB na montagem de dois palanques em Minas. Vamos analisar esta possibilidade friamente: O governador de minas, quando disputa eleições consegue fazer uma boa transferência de votos: Dois exemplos deixam esta idéia cristalina. Em 2006, quando Aécio disputou a sua reeleição ao governo de minas, ele elegeu Elizeu Resende ao Senado. Na mesma eleição ele deu uma boa margem de votos para Geraldo Alckmin no 1º Turno. Quando Aécio não disputa ele tem uma dificuldade enorme em transferir votos: Mais dois exemplos para ilustrar esta questão: o Segundo turno de 2006, quando Alckmin perdeu milhares de votos em relação a Lula, apenas em Minas Gerais, e a eleição de 2008 de Belo Horizonte, quando Aécio pouco pode fazer por Lacerda, sendo que este passou um perrengue danado para se eleger.

Portanto, é fundamental para o campo de oposição em Minas ter dois palanques para forçar o segundo turno, pois, neste a eleição é outra. Até porque, não existe segundo turno para o Senado. Dois palanques, talvez seja o grande segredo da derrota do projeto tucano em nosso Estado, caso contrario a reeleição do projeto deles, fica mais fácil.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Grande mídia já elegeu seu candidato!

O cenário político em minas ainda está um pouco obscuro. A única certeza é que o candidato do PSDB é Anastásia. E a grande mídia tem dado um forte apoio ao pretendente ao cargo de governador. Ele está rodando o Estado para inaugurar obras, incluindo obras realizadas há mais de 15 anos atrás, como aconteceu com Escolas Estaduais de Brasilândia de Minas no dia 17 de janeiro deste ano.

Outro fato interessante foi o que aconteceu na semana passada. Um grande jornal mineiro informou que Anastásia esteve em São Jaó Del Rey inaugurando uma obra, sendo que o referindo, encontrava-se em Belo Horizonte. É! Os candidatos da oposição vão sofrer para desbancar o candidato eleito pela nossa grande mídia.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mídia viola Direitos Fundamentais!

Na semana passada aconteceu um fato que novamente chamou a minha atenção para a chamada liberdade de imprensa. É sabido por todos nós que a grande mídia brasileira é formada apenas por 13 famílias, como foi levantado pela revista Carta Capital. A nossa grande mídia tem um poder tão grande, que é comum ouvirmos nas ruas sempre aquele famoso jargão: “a mídia é o quarto poder”. Particularmente acredito que ela é o primeiro poder, pois por diversas oportunidades assisti a mesma, influenciar nas decisões do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Basta que tenha algum interesse seu em jogo para que ela coloque seu arsenal em campo com o propósito de atingir quem quer que seja. Quando alguém contesta qualquer atitude midiática, rapidinho aparece a tão falada liberdade de expressão. Não sou contrario a liberdade de expressão, pelo contrario é um direito que precisa ser preservado, mas a forma que a mídia faz em nosso país, beira a ditadura de opinião.

Sob o rotulo de investigação, um dos instrumentos da grande mídia, a revista Isto é produziu uma matéria totalmente tendenciosa, justamente três dias depois que o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel foi indicado como Coordenador da campanha da Ministra Dilma Rousseff à presidência da Republica. O semanário sem investigar nada, sem ouvir pessoas envolvidas, simplesmente soltou uma reportagem acusando Pimentel de participar do chamado suposto mensalão.

Segundo a influente revista: “Parte da nova documentação analisada pelo Supremo atinge diretamente um importante dirigente petista que havia permanecido incólume durante todo o escândalo do Mensalão e que só agora tem seu nome envolvido na rede de corrupção. Trata-se do atual coordenador da campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ex-prefeito de Belo Horizonte (2005-2008), Fernando Pimentel. No processo 2008.38.00.012837-8, que investiga os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e tramita sob sigilo na 4ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais e agora foi anexado ao caso do STF, ele é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o Exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça. Nesse processo, o procurador da República Patrick Salgado Martins mostra as relações de Pimentel com o empresário Glauco Diniz Duarte e com o contador Alexandre Vianna de Aguilar”.

A revista sabe muito bem que a pior pena para qualquer pessoa pública são denuncias, por isso ela sabiamente usou sua liberdade de expressão para tentar atingir Pimentel. O que chama atenção para este episodio é o que relata o jornalista Luis Nassif: “A falsa denúncia da IstoÉ contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, ia entrar no Jornal Nacional na sexta. Justo o JN que jamais repercutiu uma denúncia sequer da IstoÉ. Pimentel foi entrevistado às 19:30, com perguntas bastante agressivas. Tipo, qual seu relacionamento com o publicitário Marcos Valério, com o doleiro fulano de tal. Às 19:45, Pimentel foi informado que a Terra Magazine tinha conseguido falar com o procurador do inquérito, que desmentiu o indiciamento. Imediatamente alertou a redação do Jornal Nacional. Mas o JN continuou firme com a intenção de dar a matéria. Apenas às 20:15, quando a Agência Estado repercutiu a nota, o JN percebeu que a unanimidade na cobertura havia implodido. E a matéria caiu. O episódio é significativo para explicar os critérios jornalísticos atuais da velha mídia. A matéria da Terra Magazine já tinha desmontado o factóide. Não era uma matéria em cima de hipóteses, mas de uma entrevista com o procurador do inquérito do mensalão. Em pouco tempo, a informação espalhou-se feito um rastilho pela Internet. Só que a velha mídia é auto-referenciada, em seu mundo cada vez mais restrito. As matérias não são analisadas pela sua consistência ou não, mas pela capacidade ou não de manter a turma unida em torno de uma mesma versão – seja falsa ou verdadeira, pouca importa. O curioso é que o pessoal do fechamento do Estadão não teve a mesma precaução do JN. A torcida foi maior que o jornalismo”. Sem compromisso com a verdade, ao que tudo indica, a intenção da revista era derrubar uma pessoa, simplesmente, porque ela não pertence a sua relação de interesses políticos.

Como humanista, jamais gostaria de ver a liberdade de imprensa e de opinião em risco, agora, as mesmas devem ser exercidas respeitando todos os outros seres humanos. A imprensa deve pautar suas matérias de forma responsável, pois ela é formadora de opinião e deveria ser a primeira a respeitar os Direitos Fundamentais, pois é a mídia quem mais os invoca para si, quando sofre qualquer ameaça.

Eleição Mineira - 23/12/2009

Em março quando acessei a primeira pesquisa do ano sobre o governo do
Estado, escrevi no antigo blog que mantinha, que pode ainda ser
encontrado na internet
(http://blog.lindomargomes.com/2009/03/24/eleicao-mineira/), o que
apontava lá, começa a dar sinais em minas:

“A folha de São Paulo publicou neste domingo pesquisas de alguns Estados
para o ano de 2010, ao cargo de Governador. Um destes Estados foi Minas.
O DataFolha fez quatro simulações:

Com PSDB e Patrus pelo PT
Helio Costa PMDB: 41%
Patrus Ananias PT: 11%
Antonio Anastásia (PSDB): 5%
Maria da Consolação PSOL: 4%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 22%
Não sabe opinar: 17%

Com PSDB e Pimentel pelo PT
Helio Costa PMDB: 37%
Fernando Pimentel: 24%
Antonio Anastásia (PSDB): 4%
Maria da Consolação PSOL: 3%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 17%
Não sabe opinar: 14%

Sem PSDB e Patrus pelo PT:
Helio Costa PMDB: 43%
Patrus Ananias PT: 13%
Maria da Consolação PSOL: 5%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 23%
Não sabe opinar: 16%

Sem PSDB e Pimentel pelo PT
Helio Costa PMDB: 40%
Patrus Ananias PT: 25%
Maria da Consolação PSOL: 4%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 17%
Não sabe opinar: 15%

Há algum tempo que venho afirmando que para o PT ganhar o Estado de
Minas Gerais, o seu maior desafio será superar o conservadorismo dos
mineiros. Fazer política em minas requer um cuidado muito grande. Quando
se pensa que está por cima, rapidinho o tombo aparece. O silêncio do
mineiro é perigoso, o político mineiro não fala, ele sonda, e de acordo
com o que for melhor para seus interesses ele fecha. Vamos usar como
exemplo o governador de Minas. Setores que historicamente se colocaram
frente ao uso de drogas, apóiam o Governador, sem nenhuma explicação
plausível, simplesmente porque as benesses do poder são atraentes.

Em 2006 Aécio com uma musica falando, ?é o candidato que o Aécio quer,
250, é o candidato que o Aécio quer?, elegeu Eliseu Resende que em 1982
foi adversário ferrenho de seu avô, ao governo de Minas.

O candidato ao governo de Minas do PSDB chama-se Anastásia, que na
verdade é o governador do Estado. Aécio é apenas a figura que simboliza
o governo, mas a parte administrativa é tocada pelo seu vice. A parte de
articulação política é feita por Danilo de Castro, que conhece como
poucos os bastidores do poder mineiro. A parte de comunicação e
marketing é cuidadosamente feita por sua irmã Andréia Neves, que pode
ser facilmente encontrada nas redações dos principais meios de
comunicações e como boa articuladora que é, parece não ter deixado que
os meios de comunicação mineiros soltassem nada da pesquisa DataFolha,
que mostra a pífia posição do candidato tucano.

De toda forma, o candidato tucano deve crescer em torno de 10% até o
final do ano, o que lhe fará o candidato natural do PSDB. E dependendo
da forma como Aécio entrar em sua campanha estes números podem chegar
próximo aos 30% na campanha eleitoral. A vantagem é que o crescimento de
Anastásia naturalmente encolhe Helio Costa. Já o candidato do PT, cresce
em cima de eleitores naturais de Lula e do PT. Das duas vezes que Helio
Costa disputou o governo do Estado, o PT lhe apoiou em ambas às vezes.

Se o candidato do PT for Patrus, não acredito que ele possa passar dos
27% dos votos, pois como disse acima, o eleitorado mineiro é conservador
e Patrus não tem um discurso que consiga romper este problema histórico.
Pelo menos dois fatores são responsáveis por Pimentel aparecer em uma
posição privilegiada na pesquisa. O primeiro é que Pimentel saiu a pouco
tempo do executivo, sua imagem é bem fresca na capital e na região
metropolitana. O Segundo fator é que ele teve sua imagem associada à de
Aécio Neves nas eleições municipais. Muitos petistas criticaram a
aliança em Belo Horizonte, mas falando serio, ela poderá ser a
responsável por uma vitória do PT no Estado de Minas Gerais, justamente
porque os setores mais conservadores do Estado perderam o medo de
Pimentel, com a aliança. Estes dois fatores, Patrus jamais poderá usufruir”.

Crise suína, crise institucional e o candidato da mídia mineira - 03/04/2009

No ano de 2008, a crise da vez foi à febre amarela. Nossos meios de comunicação mais do que depressa trataram de espalhar o medo à população. Teve uma articulista da Folha de São Paulo que chegou a escrever: “se você já vacinou e tem duvidas, vacine novamente”. Com alarmes desta natureza varias pessoas que estavam imunizadas, tomaram outra dose da vacina. Em certos casos a nova dose levou a morte. Agora que estamos diante de outra doença à imprensa se comporta da mesma forma, sem explicar eles procuram confundir. O principal foco deles é falar em internações, suspeitas e mortes, raros os momentos são dedicados a expor o que vem a ser a endemia. É a mídia mais uma vez tratando a vida, apenas pelo viés do IBOPE/LUCRO.

Outro ponto que nossa “querida” mídia tem dado espaço é para a “suposta farra” das passagens. Nesta semana que passou, o Presidente Lula chegou a falar do caso das passagens, no intuito de contribuir para que o debate nas Instituições legislativas Federal possa avançar em outras pautas. O que a mídia fez, e alguns membros da oposição? Estão tentando colocar o Presidente como defensor de problemas que se instalou no Congresso Nacional. Enquanto a oposição e a mídia não passar a tratar o país com um olhar sério, e não da ótica de seus interesses, nós, sempre estaremos reféns de outros países.

Já que estamos falando da mídia, vamos tratar de outro ponto que tenho notado nestes últimos meses. Aqui em Minas, a mídia sempre foi à grande responsável por eleger os governadores. Assim aconteceu as duas vezes com Aécio Neves, Itamar Franco e Eduardo Azeredo. Agora de uma forma sutil, estão escondendo Pimentel e mostrando cada vez mais Antônio Augusto Anastásia. Aliás, neste segundo mandato de Aécio, Anastásia tem sido mais Governador do que ele. Raros os momentos, quando Anastásia aparece, ele não está no exercício do Cargo de Governador. Será o que Aécio tem feito? Se fosse no caso de Lula, o que mídia ia falar? Afinal o que nossa mídia tem feito é estampar Anastásia em pelo menos duas paginas todos os dias. Nossa mídia parece ter escolhido o seu candidato ao governo do ano que vem.

Discussão no STF - 23/04/2009

Ontem aconteceu um fato inusitado na recente história da Republica Federativa do Brasil. Pelo menos ontem o Jornal Nacional prestou um serviço a nação, quando veiculou imagens dos ministros do STF discutindo em plenário.

O ministro Gilmar Mendes tem sido questionado por diversos setores da sociedade por suas manifestações públicas e, para muitos, indevidas e incompatíveis com a figura do julgador, agora ficou desnudado diante das afirmações corajosas do Ministro Joaquim Barbosa.

Como foi colocado por um comentarista de uma das listas de discussões que participo “Segundo reportagem veiculada no site da globo.com, ao exercer direito inafastável da sua figura de juiz, o de solicitar detalhes sobre o processo em pauta, o ministro Joaquim Barbosa foi repelido pelo presidente Gilmar Mendes sob alegação de que havia faltado a sessão de deliberação. Segundo a reportagem, Gilmar ainda atacou o colega dizendo que esse julga por classe.

Em resposta Joaquim declarou que não é nenhum capanga que Gilmar Mendes mantém no Mato Grosso e este está destruindo a imagem da Justiça Brasileira, além de não ter moral para falar.

A imparcialidade do julgador é algo difícil de ser exercida, seja em qual instância for, reproduz não apenas interpretação literal da lei, mas interpreta-a também de acordo com suas convicções político-jurídicas. Isso para aqueles honestos.

Para os desonestos, além das decisões racistas, discriminatórias, trocas de favores e corrupção aberta, percebemos a defesa descabida de teses incompatíveis com a sua função….

Resta perguntar: porque o ministro joaquim barbosa julga por classes, na visão de Gilmar Mendes? qual será esta classe? social, econômica?

E o Ministro Gilmar Mendes, Julga como? tem classe também?
Porque o Min está destruindo a imagem da Justiça?
Porque ele está na mídia e não nas ruas?”

Brasil cada dia melhor - 20/04/2009

Na semana passada Lula disse, em um evento no Estado de São Paulo, que a imprensa brasileira lhe dá azia, por isso ele acha melhor nem ler e ver os noticiários tupiniquim. Mas, quando está em outros países, a imprensa estrangeira trata o Brasil como uma potencia mundial.

No encontro do G20, quando Obama falou que Lula é o “cara”, nossa imprensa rapidinho deu um “jeitinho” de tentar falar que Obama estava tirando uma chacota com Lula.

Para piorar a situação, neste fim de semana aconteceu a V Cúpula da Américas. No encontro o Brasil foi citado varias vezes. Lula teve vários encontros com lideres americanos e mesmo com Obama. O que a nossa mídia fez? Escondeu Lula no encontro, deu destaque aos encontros de Chaves e Obama e ainda por cima está tentando mostrar que nada avançou na cúpula, pois não foi votado um documento final de consenso. Pelo contrario varias negociações foram feitas, existe o indicativo da restrição ao embargo Norte Americano a Cuba e o Brasil na fala de Obama é “ uma potencia mundial, nada da crise pode ser discutido, sem antes passar pelo Brasil.

Para quem tentou desacreditar o que Obama havia dito de Lula, caiu do Cavalo, pois ele reafirmou o que pensa de Lula e do Brasil. A nossa imprensa tenta confundir e vender a idéia do nosso complexo de inferioridade, mas “como somos brasileiros, jamais podemos desistir”.

Interesse da Mídia - 16/04/2009

O tempo está muito curto para fazer as atualizações que nosso blog necessita. Mas hoje preciso colocar uma postagem feita pelo Renato Rovaí em seu blog. Quando Paulo Renato assumiu a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, não fiz nenhum comentário, apesar de precisar na época. Como o texto do Rovaí ficou muito bom, me sinto contemplado por ele.

“Paulo Renato, o novo Magda da mídia
(15/04/2009 09:37)
A imprensa sempre escolhe um boca-aberta para atacar o governo Lula. Em geral, inclusive o tal acaba escolhendo os bons projetos para se contrapor. À época da implantação do bolsa família foi assim. Não faltaram intelectuais de esquerda e políticos de direita para chamar o programa de assistencialista, eleitoreiro e quetais. Alguns ainda o fazem hoje, mas já sem a mesma audiência da mesma mídia que os levou ao estrelato.

Agora, o ex-ministro Paulo Renato, atualmente secretário de Educação de São Paulo, foi eleito a Magda da vez. Aquele que vai falar as bobagens com cara de espertão. O foco é a qualidade dos programas do governo Lula na área da educação e a transformação do Enem também em referência para o ingresso nas universidades públicas federais.

Claro que a mídia e os tucanos sabem que com programas como o Pro-Uni, a criação de muitas universidades federais e a criação, por exemplo, do piso nacional para os professores que ainda precisa ser realmente implementado, tornam a educação um dos pontos fortes deste governo. Sim, poderia ter avançado mais, mas é incomparavelmente melhor do que a ação tucana nos tempos de Paulo Renato/FHC e muito, mais muito mesmo, mais séria e comprometida do que foi e é nas gestões tucanas do governo do Estado.

Aliás, a educação no estado de São Paulo é um vexame. Se a nova Magda da praça quiser, a Fórum organiza um debate entre ele e a presidente da APEOESP, a Maria Izabel, para discutir o tema. Tenho certeza que ela aceitará de bom grado a oportunidade. Até porque o método democrático do governo paulista é o de não dialogar com os representantes do professorado.

Mas talvez falte tempo ao secretario Paulo Renato. Até porque seus interlocutores são outros, não é verdade?

Estava me lembrando de um certo texto enviado ao ex-presidente do Bradesco, Márcio Cypriano: “Em anexo, vai o artigo revisto. Procurei colocá-lo dentro dos limites do espaço da Folha. Por favor, veja se está correto e se você concorda, ou tem alguma observação. Muito obrigado, Paulo Renato Souza”.

O texto que o deputado mandou à Folha criticava a intenção do governo federal de passar o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) para o controle do Banco do Brasil.

O texto foi enviado ao jornal por e-mail e por engano.

Fico me perguntando com quem o atual secretário do Estado combina as críticas que vai fazer à transformação do Enem em referência para o vestibular. Será que ele fala sozinho? É só um ataque de incontinência magdal… ”

O interesse é comercial - 05/04/2009

Hoje levantei cedo para ver a formula 1. Desde criança sempre tentei acompanhar as corridas. O primeiro grande piloto que torci foi por Airton Senna, depois Rubens Barrichelo, e atualmente por Felipe Massa. Mesmo nos momentos ruins para os pilotos brasileiros, jamais deixei de acompanhar e torcer por eles.

Mas meu intuito de escrever hoje não é este, e sim falar de um fato interessante que aconteceu na corrida. Durante a semana o Cruzeiro e o Tupi, haviam reivindicado jogar no sábado. A Federação Mineira de Futebol chegou a marcar o jogo para sábado, depois de uma pequena pressão da poderosa Rede Globo, o jogo foi novamente marcado para domingo.

Na corrida quando a chuva despencou e resultou na paralisação da mesma, Galvão Bueno, apresentador da Globo soltou os cachorros na Federação Internacional de Automobilismo. Segundo ele as corridas são marcadas, sempre para às 14 horas no horário local, mas por pressão da transmissão da Inglaterra, eles preferiram olhar pelo lado comercial do que pelo lado da segurança dos pilotos. Assim, além da chuva a escuridão pelo avançar da hora apertou e não teve a menor condição de terminar a prova.

Ouvir alguém que sempre que possível utiliza do seu enorme poder para decidir as coisas, sendo uma vez minoria, não tem preço. Da mesma forma que mostra como a condição financeira sobrepõe ao interesse coletivo e até mesmo à vida.

Elogio à Lula - 03/04/2009

A postura de Obama ao elogiar Lula, mostra o tamanho do respeito que os líderes mundiais têm para com o Brasil de hoje. Segundo ele, “Lula é o cara”,além disso, ele falou que Lula é o político mais popular da terra.

A mídia brasileira ficou assustada com isto, resultado, no primeiro momento ficou calada, depois receosa com a repercussão do acontecido, começou a falar que a postura de Obama foi na verdade um deboche.

Esta mídia nos trata como se fossemos um bando de idiotas, com a partidarização das noticias devem imaginar que caímos no que eles bem querem. Não aprendem de maneira nenhuma!

Fala de Lula - 31/03/2009

Tenho uma novidade para compartilhar com nossos leitores. Neste mês de março fui nomeado Coordenador de Direitos Humanos e Cidadania do Município de Contagem. Com este novo desafio, farei nada mais, nada menos que colocar em prática meu juramento como Advogado: “ Defender os Direitos Humanos”.

Más, o principal assunto que quero comentar é outro. Na semana que se passou, o Presidente Lula, culpou “o Branco de Olhos azuis”, pela crise. A imprensa nossa aproveitou o fato para disparar contra o presidente, o chamaram até de racista.

Muito bem, Lula é o único Presidente brasileiro que veio das camadas populares. Ele tem um índice de aprovação recorde. Tudo isto porque ele fala a língua do povo, pois para se comunicar faz uso de metáforas, o que torna suas idéias totalmente palpável a qualquer cidadão.

No momento que Lula disse o que escrevemos acima, ele estava do lado do 1º Ministro Inglês, Gordon Brown. E sabemos que grande parte da historia de opressão da humanidade foi imposta pelos Europeus. Primeiro pelos portugueses e espanhóis, depois pelos Ingleses, em seguida pelos descendentes dos ingleses, os norte-americanos.

Lula não errou em sua avaliação, o que a imprensa está fazendo é a sua famosa disputa política. Teve um jornal Norte Americano que procurou e achou dois culpados, que não se encaixam na descrição de Lula. Vou repetir acharam apenas dois, neste mundo globalizado.

Conversa entre Marx e Adam Smith - 28/03/2009

Não poderia deixar de socializar um texto que me chegou por um dos grupos políticos que participo:

“Adam Smith e Marx dialogam sobre o desmonte do capitalismo financeiro
“O que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos”, diz Adam Smith a Karl Marx”, num diálogo imaginado pelo professor Antoni Domènech, professor de Filosofia da Universidade de Barcelona. No diálogo, eles conversam sobre a situação do capitalismo, defendem a atividade econômica geradora de riqueza e criticam os parasitas rentistas que buscam o lucro a qualquer preço.
Antoni Domènech - Sin Permiso
O professor Antoni Domènech, catedrático de Filosofia Moral na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Barcelona e editor da revista SinPermiso, produziu um diálogo fictício entre Adam Smith e Karl Marx sobre a crise atual do capitalismo.

Karl Marx: Viste, velho, que esse menino, Joseph Stiglitz, anda dizendo por aí que o colapso de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim e do socialismo real?

Adam Smith: Não é para ficar contente, nem eu nem tu. E tu, menos ainda que eu, Carlos..

Karl Marx: Cara, por conta do suicídio do capitalismo financeiro, meu nome voltou a estar na moda; meus livros, segundo informa o The Guardian, se esgotam. Até os mais conservadores, como o ministro das finanças da Alemanha, reconhecem que em minha teoria econômica há algo que ainda vale à pena levar em conta…

Adam Smith: Não me venhas agora com vaidades acadêmicas mesquinhas post mortem, Carlinhos, já que em vida jamais te abandonaste a esse tipo de coisa. Eu falo num sentido mais fundamental, mais político. Nenhum dos dois pode estar contente e, te repito, tu menos ainda que eu.

Karl Marx: Sim, e aí?

Adam Smith: O “socialismo real” que se construiu em teu nome e não tinha nada a ver contigo. Pelo menos tu, sim, te identificaste como “socialista”. Eu, por outro lado, nem sequer jamais chamei a mim mesmo de “liberal”! Isso de “liberalismo” é uma coisa do século XIX (a palavra, como tu sabes, foi inventada pelos espanhóis em 1812), e vão e a atribuem a mim, um cara que morreu oportunamente em 1793. É ridículo!Como isso foi me acontecer?

Karl Marx: Já vejo por onde estás indo. Queres dizer que nem a queda do Muro de Berlim nem o colapso do capitalismo financeiro em 2008 têm muito a ver nem contigo nem comigo, mas que, ainda assim, nos jogam as responsabilidades?

Adam Smith: Exatamente. Mas em teu caso é pior, Carlos. Porque tu, sim, te disseste socialista. A mim pouco importa o “liberalismo”, qualquer liberalismo. Não há o que explicar a ti, precisamente um de meus discípulos mais inteligentes, que nem minha teoria econômica nem minha filosofia moral tinham nada a ver com o tipo de ciência econômica, positiva e normativa, que começou a impor-se nos teus últimos anos de vida, isso a que tu ainda chegaste a chamar “economia vulgar” e que tanto agradou aos liberais de tipo decimonônico.

Karl Marx: Claro, tu e eu ainda fomos clássicos. Depois veio essa caterva vulgar de neoclássicos, incapazes de distinguir qualquer coisa.

Adam Smith: Por exemplo, entre atividades produtivas e improdutivas, entre atividades que geram valor e riqueza tangível e atividades econômicas que se limitam a obter rendas não resultantes de trabalho (rendas derivadas da propriedade de bens imóveis, rendas derivadas dos patrimônios financeiros, rendas resultantes de operações em mercados não-livres, monopólicos ou oligopólicos). Nunca deixou de me impressionar a agudeza com que elaboraste criticamente algumas dessas minhas distinções, por exemplo, nas teorias da mais-valia.

Karl Marx: É evidente. Tu falaste repetidas vezes da necessidade imperiosa de intervir publicamente em favor da atividade econômica produtiva. Isso é o que para ti significava “mercado livre”; nada a ver com o imperativo de paralisia pública dos liberais e dos economistas vulgares, incapazes de distinguir entre atividade econômica geradora de riqueza e atividade parasitária visando ao lucro.

Adam Smith: Em meu mercado livre os lucros das empresas verdadeiramente competitivas e produtivas e os salários dos trabalhadores dessas empresas nem sequer teriam que ser tributados. Em troca, para manter um mercado livre no sentido em que defendo, os governos deveriam matar de impostos os lucros imobiliários, financeiros e todas as rendas monopólicas…

Karl Marx: Quer dizer, a tudo o que, depois de terem dado a mim por morto, e em teu nome, Adam, em teu nome!, se fez com que deixassem de pagar impostos nos últimos 25 anos. Haja saco!

Adam Smith: Haja saco, Carlos! Porque o que eu disse é que uma economia verdadeiramente livre, na medida em que estimulasse a riqueza tangível podia gerar - graças, entre outras coisas, a um tratamento fiscal agressivo do parasitismo rentista e da pseudo-riqueza intangível - amplos recursos públicos que poderiam ser destinados a serviços sociais, à promoção da arte e da ciência básica – que é, como a arte, incompatível com o lucro privado -, a estabelecer uma renda básica universal e incondicional de cidadania, como queria meu conterrâneo Tom Paine, etc. Vês, já, Carlos: eu, que não passei de um modesto republicano whig (1) de meu tempo, agora, se quatro preguiçosos, ainda que ignorantes, professorzinhos não me falseassem, e se lessem com conhecimento histórico de causa, até poderia passar por um perigosíssimo socialista dos teus. E te direi, e há de ficar entre nós, que, considerando o que temos visto, a tua companhia resulta bastante grata a mim…

Karl Marx: Na realidade, todo o teu conhecimento, como o de tantos republicanos atlânticos de tua geração, foi posto a serviço do princípio enunciado pelo grande florentino mal-afamado, a saber: que a liberdade republicana não pode florescer em nenhum povo que consinta com a aparição de magnatas e senhores [gentilhuomini], capazes de desafiar a república. E só assim se vê como a falsificação, em teu caso, é pior que no meu: o “socialismo real” abusou aberrantemente da palavra “socialismo”, dando cabimento ao regozijo de meus inimigos; mas tu nem chegaste a te inteirar sobre o que era esse tal de “liberalismo”!

Adam Smith: Quem não se consola é porque não quer, Carlos. O certo é que o que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos. Olha esses pobres espanhóis, inventores do termo “liberalismo”. A ti e a mim importava sobretudo a distribuição funcional do produto social (isso a que agora tratam como PIB): pois bem, a proporção da massa salarial em relação ao PIB não parou de baixar, na Espanha, e seguiu baixando inclusive depois que o partido até há muito pouco tempo se dizia marxista voltou a assumir o governo em 2004…

Karl Marx: Sim, sim, um horror…Mas é que quando esses meninos supostamente me abandonaram por ti e passaram a se chamar “social-liberais” no começo dos anos 80, o que fizeram foi uma coisa que também teria te deixado de cabelo em pé. Observa que não só retrocedeu a proporção da massa salarial em relação ao PIB, senão que, na Espanha do pelotazo (2) e do enrichisez-vous (3) de Felipe González, o mesmo que na Argentina da “pizza e do champanhe” de Menem e em quase todo o mundo, os lucros empresariais propriamente ditos também começaram a retroceder também em relação aos rendimentos imobiliários, financeiros e as rendas monopólicas, no PIB…

Adam Smith: Como nos arrebentaram, Carlos!

Karl Marx: Não te desesperes, Adam. A história é caprichosa e, quem sabe seja melhor, agora, que comecem a nos levar a sério. Observa que acabaram de dar o Prêmio Nobel a um menino bem danado, que há anos estuda a competição monopólica e resgata Chamberlain e Keynes, esses caras que ao menos se esforçaram para nos entender, a ti e a mim, nos anos 30 do século XX, e que queriam promover a “eutanásia do rentista”…

Adam Smith: - Eu fui um republicano whig bastante cético, Carlos. Não vivi o movimento dos trabalhadores dos séculos XIX e XX e a epopéia de sua luta pela democracia. Não posso entregar-me tão facilmente ao Princípio Esperança (4) daquele famoso discípulo teu, agora, certamente, quase esquecido”.

Tradução: Katarina Peixoto

Eleição Mineira - 24/03/2009

A folha de São Paulo publicou neste domingo pesquisas de alguns Estados para o ano de 2010, ao cargo de Governador. Um destes Estados foi Minas. O DataFolha fez quatro simulações:

Com PSDB e Patrus pelo PT
Helio Costa PMDB: 41%
Patrus Ananias PT: 11%
Antonio Anastásia (PSDB): 5%
Maria da Consolação PSOL: 4%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 22%
Não sabe opinar: 17%

Com PSDB e Pimentel pelo PT
Helio Costa PMDB: 37%
Fernando Pimentel: 24%
Antonio Anastásia (PSDB): 4%
Maria da Consolação PSOL: 3%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 17%
Não sabe opinar: 14%

Sem PSDB e Patrus pelo PT:
Helio Costa PMDB: 43%
Patrus Ananias PT: 13%
Maria da Consolação PSOL: 5%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 23%
Não sabe opinar: 16%

Sem PSDB e Pimentel pelo PT
Helio Costa PMDB: 40%
Patrus Ananias PT: 25%
Maria da Consolação PSOL: 4%
Em Branco/Nulo e nenhum destes: 17%
Não sabe opinar: 15%

Há algum tempo que venho afirmando que para o PT ganhar o Estado de Minas Gerais, o seu maior desafio será superar o conservadorismo dos mineiros. Fazer política em minas requer um cuidado muito grande. Quando se pensa que está por cima, rapidinho o tombo aparece. O silêncio do mineiro é perigoso, o político mineiro não fala, ele sonda, e de acordo com o que for melhor para seus interesses ele fecha. Vamos usar como exemplo o governador de Minas. Setores que historicamente se colocaram frente ao uso de drogas, apóiam o Governador, sem nenhuma explicação plausível, simplesmente porque as benesses do poder são atraentes.

Em 2006 Aécio com uma musica falando, “é o candidato que o Aécio quer, 250, é o candidato que o Aécio quer”, elegeu Eliseu Resende que em 1982 foi adversário ferrenho de seu avô, ao governo de Minas.

O candidato ao governo de Minas do PSDB chama-se Anastásia, que na verdade é o governador do Estado. Aécio é apenas a figura que simboliza o governo, mas a parte administrativa é tocada pelo seu vice. A parte de articulação política é feita por Danilo de Castro, que conhece como poucos os bastidores do poder mineiro. A parte de comunicação e marketing é cuidadosamente feita por sua irmã Andréia Neves, que pode ser facilmente encontrada nas redações dos principais meios de comunicações e como boa articuladora que é, parece não ter deixado que os meios de comunicação mineiros soltassem nada da pesquisa DataFolha, que mostra a pífia posição do candidato tucano.

De toda forma, o candidato tucano deve crescer em torno de 10% até o final do ano, o que lhe fará o candidato natural do PSDB. E dependendo da forma como Aécio entrar em sua campanha estes números podem chegar próximo aos 30% na campanha eleitoral. A vantagem é que o crescimento de Anastásia naturalmente encolhe Helio Costa. Já o candidato do PT, cresce em cima de eleitores naturais de Lula e do PT. Das duas vezes que Helio Costa disputou o governo do Estado, o PT lhe apoiou em ambas às vezes.

Se o candidato do PT for Patrus, não acredito que ele possa passar dos 27% dos votos, pois como disse acima, o eleitorado mineiro é conservador e Patrus não tem um discurso que consiga romper este problema histórico. Pelo menos dois fatores são responsáveis por Pimentel aparecer em uma posição privilegiada na pesquisa. O primeiro é que Pimentel saiu a pouco tempo do executivo, sua imagem é bem fresca na capital e na região metropolitana. O Segundo fator é que ele teve sua imagem associada à de Aécio Neves nas eleições municipais. Muitos petistas criticaram a aliança em Belo Horizonte, mas falando serio, ela poderá ser a responsável por uma vitória do PT no Estado de Minas Gerais, justamente porque os setores mais conservadores do Estado perderam o medo de Pimentel, com a aliança. Estes dois fatores, Patrus jamais poderá usufruir.

Poder - 23/03/2009

Estudar o Poder sempre será um desafio. Quanto mais concentrado ele for, mais opressão teremos. É por isso que a liberdade é tão fundamental. À medida que esta é maior, o poder também terá seu eixo estendido para outros. Analisando a monarquia este entendimento se torna mais fácil.

A monarquia se caracteriza por uma centralização do poder nas mãos de uma pessoa, o monarca. O poder ficará concentrado nas mãos deste e futuramente, passará para um descendente ou um representante de sua linhagem.

Este modelo de representação caracteriza o autoritarismo. Todo e qualquer direito será criado e respeitado de acordo com os interesses do todo poderoso.

A liberdade e a concentração do poder são antagônicas, visto que, a liberdade proporciona o individuo fazer aquilo que ele acredita. Pode ele fazer ainda, tudo aquilo que não é vedado em lei. Por falar em lei, esta é uma garantia do exercício da liberdade. Pois, ela alcança a todos, seja um simples individuo, ou aquele que tem o poder de decidir. A decisão é a essência do poder, vez que, aquela é o fim deste.

Na atualidade ter dinheiro ou espaço na mídia, contribui e muito para ocupar espaços de tomadas de decisões.

O poder em Minas foi construído de acordo com o interesse de famílias. Dois pontos foram e são fundamentais na construção deste poder:

O primeiro diz respeito à fidelidade. A fidelidade é construída pelo próximo, e quanto mais próximo, mais fiel, ou teoricamente mais confiável. O segundo ponto é a necessidade de ajudar a família, e nada melhor que o Poder Público para isto. Preciso fazer um parêntese aqui (quanto mais democrática é a sociedade, mais justa ela é. Se existe uma concorrência pública, todos terão as mesmas condições de disputa, já o modelo parental, o familiar terá prioridade em detrimento dos mais distantes deste convívio).

A política será o espaço onde as necessidades serão exteriorizadas. O afastamento da política, ou seja, a não participação proporciona com que outros interesses ocupem este espaço e o usem para interesses individuais, ou de uma minoria.

Depois eles dizem que são isentos - 20/03/2009

Confesso aos leitores deste blog que estou muito agoniado. Não consigo fazer outra coisa, antes de responder aos principais meios de comunicação do Brasil.

Como saiu a última pesquisa Datafolha, a imprensa ficou ouriçada com os números, e como números, sabendo trabalhá-los bem, convence qualquer um, eles estão dando vazão para ganhar a disputa política, por meio do convencimento.

Desde setembro que a nossa imprensa não trata de outro assunto, que não seja a crise econômica. Em seus editoriais, em suas capas, em resumo, em seus principais programas o tema central é a crise. Com esta ladainha incessante, vem produzindo seus fatos políticos, sem transparecer suas intenções.

Mas voltando a pesquisa, segundo os números a avaliação do Governo Lula caiu de 70%, para 65%. Na mesma pesquisa, ainda foi perguntado à intenção de votos para Presidente em 2010. A Ministra Dilma mostra um crescimento enorme, e o candidato Serra um leve declínio, mas as manchetes são as seguintes:
“Com crise, cai à aprovação de Lula”. Outra diz: “ O governador de SP, José Serra (PSDB), mantém ampla liderança, em todos cenários em que aparece na disputa à Presidência”. Outra assusta mais ainda: “ Mesmo depois de tanta exposição, Dilma não dá Salto previsto”.

Depois eles dizem que são isentos.

Eleições - 19/03/2009

Estas últimas semanas foram bem pesadas, com muitos compromissos e a tendência é que semana que vem seja pior. Estou apenas justificando porque o blog está atrasado. Na terça-feira estive na eleição do DCE da Puc-Contagem. Depois de 03 anos fora da Faculdade que me deu momentos alegres, voltei para apoiar a chapa 1 nas eleições internas. Acabou que a chapa 1 foi a grande vitoriosa do processo eleitoral. Torço para que façam um bom trabalho em prol dos Estudantes.

Por falar em eleição quero divulgar aqui uma matéria que foi publicada no Blog do Rovaí sobre a eleição em El Salvador. Eleição esta que comprova o avanço da esquerda na América Latina. Abaixo deixo o texto:

“Esquerda ganha em El Salvador. Valter Pomar escreve de lá
(15/03/2009 23:35)
Com 92,02% dos votos apurados, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato da FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional) Mauricio Funes venceu as eleições com 51,2% dos votos. O canditato Rodrigo Avila, do partido conservador Arena (Aliança Republicana Nacionalista), ficou com 48,7% é já admitiu a derrota, desejando um bom governo a Funes.

Agora, deixo-vos um texto enviado por email por Valter Pomar, secretario de Relações Internacionais do PT, que está em El Salvador. Ele escreveu esse depoimento no meio do dia de ontem, quando a eleição se realizava.

Domingo, 12h — Desde as 4h30 da manhã estamos circulando de carro pela região metropolitana de San Salvador, composta por várias cidades, onde reside a maior parte da população do país.

Nos bairros mais pobres, é visível a preferência pela FMLN e por Maurício Funes. Nos bairros de classe média, a preferência se inclina por Ávila, da Arena.

Pelo que sabemos, a votação começou pontualmente, as 7h00, na maioria dos locais de votação. As pessoas votam não por domicílio, mas por seu sobrenome. Todos os que moram num determinado município e têm o patronímico iniciado pela letra A, votam num mesmo lugar, mesmo que residam em locais distintos da cidade.

E, ao revés: dois vizinhos cujo sobrenome começa com letras distintas, vão votar em locais distintos.

O processo de votação é bastante confuso. O eleitor deve apresentar seu documento de identidade. Se confere este documento com uma lista. Detalhe: tanto no documento, quanto na lista, há fotos, mas estas fotos as vezes são diferentes.

Por exemplo: as vezes o eleitor tem uma segunda via de seu documento, e a foto na relação eleitoral é da primeira via. Fotos distintas.

Uma vez que o eleitor é localizado na relação, ele recebe a cédula de votação, tamanho A4, talvez maior, onde há dois retângulos: um com Arena, outro com FMLN escritos.

Não se vota no nome dos presidentes, mas apenas no seu partido.

O voto é manual, assim como a apuração é manual e feita nos locais de votação.

Depois de assinalar seu voto, em cabine, o eleitor deposita a cédula na urna, coloca o polegar numa substância que lhe deixará “pintado” pelo resto do dia, assina a lista de votação e recolhe seu documento. Nos 6 locais de votação que visitamos, constatamos problemas de diversos tipos (mulher casada a quem não deixam votar, pois na lista de votação segue o seu nome de solteira; discrepância entre as fotos da cédula de identidade e da relação eleitoral; etc.).

Num bairro de classe média, numa cidade ao lado de San Salvador, em que o prefeito é da Arena, acompanhamos o voto de Maurício Funes.

Apesar de ser um local de predominância arenista, Funes foi recebido com um entusiasmo impressionante. Detalhe: os arenistas presentes, embora em número expressivo, não fizeram provocação nem hostilidade, esboçando uma suave reação bem depois que Funes já havia ido embora.

A sensação é que o eleitorado de direita pressente que, desta vez, a FMLN vai ganhar.

Pesquisa de boca-de-urna feita por volta das 10h00, em 150 das 262 cidades do país, com 4.500 eleitores, deu 63% a favor de Maurício e 37% a favor de Arena.

Os sinais seguem os mesmo de ontem: tudo indica a vitória de Maurício Funes.

A militância da FMLN e os apoiadores de Maurício Funes, ademais de fortemente presentes nos locais de votação, estão muito ativos nas ruas.

Há bandeiras vermelhas em todos os locais, inclusive nos bairros de classe média.

Se a mobilização popular e a organização da campanha de Funes conseguirem manter o que vimos até as 12h00 deste domingo, derrotarão as tentativas de fraude”.

Aula Magna - 16/03/2009

A semana que se passou foi muito corrida. Todos os dias da semana tive atividades, o que dificultou a atualização do Blog. Tem uma das atividades que quero compartilhar com os freqüentadores do nosso blog, foi a atividade que participamos na Puc-Contagem. O evento que aconteceu lá foi uma aula magna para os alunos do curso de Direito e foi ministrada pelo Deputado Estadual Durval Ângelo. A Jornalista Daiane dos Santos fez um resumo da palestra que passo a reproduzir:

“Na última terça-feira, dia 10 de março, aconteceu na PUC Contagem a aula inaugural para os alunos do 1º ao 7º período do curso de Direito. A palestra foi ministrada pelo Deputado Estadual e Presidente da Comissão Estadual de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Durval Ângelo. O tema de discussão foi “Educar para a Cidadania”.

Com uma exposição mais voltada para o lado humanista, o palestrante citou uma pesquisa em que objetivo era saber o que os alunos dos cursos superiores da capital mineira pensavam sobre seus direitos e deveres e sobre a aplicação dos direitos humanos para as minorias; realizada pelo professor Geraldo Magela Carozzi de Miranda, do Unicentro Newton Paiva.

A pesquisa confirmou que boa parcela dos universitários era favorável ou condescendente com práticas ilegais e inaceitáveis.

Para Durval, houve alguns avanços no cenário nacional, como a criação do Programa Nacional de Educação em Direitos Humanos, instituído em 2003; e de alguns órgãos para a promoção e fiscalização do cumprimento destas políticas, como a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e no âmbito de Minas Gerais, a Subsecretaria Estadual de Direitos Humanos. Porém ainda insuficientes, pois o grande problema está na ineficiência da inclusão de discussões sobre direitos humanos principalmente no meio universitário.

De acordo com o coordenador do curso de Direito, José Boanerges Meira, a intenção de uma palestra com esse tema, vem ao encontro da necessidade de humanizar essa temática junto aos acadêmicos do curso, aproximando as discussões da realidade e conseqüentemente, distanciando da formalidade que o próprio curso impõe.

Durval destaca também a importância da discussão do tema com uma visão mais política, com o “resgate” centrado da educação. Pois é uma dimensão que seria ponto de partida de todas as ciências humanas”.

Jornalista Daiane dos Santos
Mtb: 6782

Representação contra os meios de comunicação - 10/03/2009

Como estamos no debate sobre os meios de comunicação, temos que falar do Movimento dos Sem Mídia, que tem prestado um grande serviço a nação. Desde a sua criação em 2007, realizou atos, fez protestos, produziu textos e ingressou com representações contra os meios de comunicação tradicional.

Quem não se lembra do alarme que a grande mídia fez no inicio de 2008, sobre a febre amarela. Pois bem, pessoas perderam a vida porque ingeriram novamente doses da vacina de febre amarela, por causa do alarme feito pela mídia e ninguém falou disto, exceto os meios de comunicação alternativos. Resultado o MSM, ingressou com uma representação contra os principais meios de comunicação. Hoje o blog do Eduardo Guimarães fala do assunto, que passo a reproduzir:

“Em 17 de março de 2008, o Movimento dos Sem Mídia ingressou com representação no Ministério Público Federal de São Paulo contra vários meios de comunicação por conta de promoção de “crime de alarma social” relativo a uma epidemia de febre amarela que aqueles meios de comunicação alardearam, em janeiro daquele ano, que haveria então no Brasil.

Segundo apurou o Movimento dos Sem Mídia, houve um descomunal aumento no número de vacinas contra a febre amarela em relação a surtos anteriores de uma doença que se manifesta com maior intensidade com intervalos regulares de anos.

Houve dezenas de internações hospitalares por reações adversas à vacina e ao menos dois mortos, até a última apuração que o MSM fez – em dezembro de 2008.

Tudo isso aconteceu devido ao alarmismo promovido pela mídia, que em 2000, ano em que José Serra era ministro da Saúde, não houve.

O MSM representou contra os seguintes meios de comunicação:

•O Estado de São Paulo

•Folha de São Paulo

•Rede Globo

•Revista Veja

•Revista IstoÉ

•Jornal do Brasil

•Correio Brasiliense

•Jornal O Globo

Em meados do ano passado, Estadão, Folha e Globo pediram ao MPF o arquivamento do processo, que foi negado pelo Ministério Público Federal, através da procuradora doutora Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, e pediu ao Ministério da Saúde dados sobre os surtos de febre amarela nos últimos vinte anos.

No fim do ano, depois de três meses, o Ministério da Saúde enviou os dados ao MPF e este enviou oficio ao Movimento dos Sem Mídia e aos veículos representados pedindo que se manifestassem sobre o caso, querendo.

Em 7 de novembro de 2008, o Movimento dos Sem Mídia atendeu ao convite do MPF e protocolou nova manifestação na instituição dando conta de que os dados enviados pelo MS estavam incompletos e informando a existência de estudo do próprio MS intitulado “Auditoria de Imagem”.

O estudo em questão foi conseguido pela jornalista Conceição Lemes e dava conta exatamente da argumentação que fez o Movimento dos Sem Mídia, de que no surto de febre amarela à época de Serra, quando houve muito mais casos de febre amarela e muito mais mortes pela doença, a mídia não fez nem uma fração do estardalhaço que fez no ano passado, inclusive desautorizando o ministro da Saúde quando este pediu calma à população, que por sua vez entrou em pânico, muitas vezes vacinando-se duas, três vezes, com os resultados catastróficos conhecidos não só para a Saúde Pública, mas também para o Erário Público, pois 20 milhões de doses de vacinas foram aplicadas a mais em 2008, enquanto que em 2000 a vacinação foi muito menor.

Os seguintes meios de comunicação se manifestaram também, no fim do ano passado:

O Estado de São Paulo

Folha de São Paulo

Revista Veja

Rede Globo

Os veículos supra mencionados voltaram a pedir o arquivamento da Representação do Movimento dos Sem Mídia sob as mesmas alegações do pedido anterior, o que novamente foi negado pela procuradora Gonzaga Fávero, que enviou novo ofício ao MS pedindo a confirmação da veracidade do estudo “Auditoria de Imagem” enviado ao MPF pelo MSM.

O ofício do MPF ao MS foi enviado em 15 de janeiro último. Até o Momento o MS não enviou os dados nem confirmou ao MPF a veracidade do Estudo “Auditoria de Imagem” de sua autoria, que mostra claramente a desproporção do noticiário sobre surto de febre amarela entre a época em que o ministro da Saúde era José Serra e no ano passado, já sob a administração José Gomes Temporão”.