Vou falar um pouco mais sobre este massacre que ocorre no Oriente Médio. Segundo o site do Estado de Minas, os mortos passam de 600. Os meios de comunicação ao que me parece estão agora fazendo uma cobertura bem imparcial. A postura de não tomar partido de nenhum dos lados, ou tentar formar opinião em cima de qualquer informação é extremamente relevante, haja vista, que os nossos meios de comunicação serem quase sempre, partidários de interesses por cada notícia.
Eduardo Guimarães em seu blog nos chama a atenção para o fato da isenção da mídia: “Para ser honesto, preciso admitir que a cobertura jornalística da crise em Gaza pelos grandes meios de comunicação tem transmitido os fatos. Essa cobertura tem mostrado a desproporção de forças entre israelenses e palestinos e a mortandade de civis palestinos, um massacre que tem vitimado crianças, mulheres e idosos. Se você ficou indignado por eu ter dito que a cobertura daquela tragédia tem mostrado os fatos, faça o teste que fiz repetidamente nos últimos dias até chegar a este texto: pergunte a pessoas desprovidas de paixões sobre este assunto – e que se informam apenas pelos grandes veículos – o que está acontecendo no Oriente Médio”. Esta é a primeira vez que estou falando da grande mídia de forma positiva, tomara que venho a falar mais vezes. O que Guimarães coloca em seu texto é verdade, as pessoas nas ruas também estão indignadas com as mortes ocorridas em Gaza.
Outro aspecto do texto é que Eduardo Guimarães faz uma defesa muito clara do silêncio de Obama. “Obama assume o cargo no próximo dia 20. Não me parece minimamente polêmico afirmar que ele tem consciência das expectativas que sua eleição gerou, e todos sabem que ele mesmo tem estimulado as comparações de sua gestão com a de Franklin Delano Roosevelt e seu New Deal. E, como se sabe, Roosevelt já assumiu, digamos, “botando para quebrar”. Todos estão vendo, escandalizados, o apoio irrestrito da moribunda gestão Bush à devastação que Israel está promovendo na Faixa de Gaza. Cabe aqui perguntar por que Obama assumiria mimetizando o antecessor já no primeiro assunto grave que pode ser afetado imediatamente pelo governo estadunidense. Por um lado, há que lembrar que a comunidade judaica é talvez o grupo social mais poderoso dos Estados Unidos. Por outro, não podemos nos esquecer de que essa comunidade está muito mais próxima dos republicanos do que dos democratas, e de que uma das principais missões a que Obama se propôs é a de limpar a imagem de seu país diante do mundo, e tal missão sofreria um grave golpe se já no primeiro momento o novo presidente demonstrasse que seu país continuará ameaçando a humanidade”.
Infelizmente, o fim deste massacre passa pelas mãos de quem ocupa o poder de presidente dos USA, pois o maior financiador de Israel é ele, assim, ficamos naquela velha história, precisa doer no bolso à decisão de Israel.
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