Como estamos no debate sobre os meios de comunicação, temos que falar do Movimento dos Sem Mídia, que tem prestado um grande serviço a nação. Desde a sua criação em 2007, realizou atos, fez protestos, produziu textos e ingressou com representações contra os meios de comunicação tradicional.
Quem não se lembra do alarme que a grande mídia fez no inicio de 2008, sobre a febre amarela. Pois bem, pessoas perderam a vida porque ingeriram novamente doses da vacina de febre amarela, por causa do alarme feito pela mídia e ninguém falou disto, exceto os meios de comunicação alternativos. Resultado o MSM, ingressou com uma representação contra os principais meios de comunicação. Hoje o blog do Eduardo Guimarães fala do assunto, que passo a reproduzir:
“Em 17 de março de 2008, o Movimento dos Sem Mídia ingressou com representação no Ministério Público Federal de São Paulo contra vários meios de comunicação por conta de promoção de “crime de alarma social” relativo a uma epidemia de febre amarela que aqueles meios de comunicação alardearam, em janeiro daquele ano, que haveria então no Brasil.
Segundo apurou o Movimento dos Sem Mídia, houve um descomunal aumento no número de vacinas contra a febre amarela em relação a surtos anteriores de uma doença que se manifesta com maior intensidade com intervalos regulares de anos.
Houve dezenas de internações hospitalares por reações adversas à vacina e ao menos dois mortos, até a última apuração que o MSM fez – em dezembro de 2008.
Tudo isso aconteceu devido ao alarmismo promovido pela mídia, que em 2000, ano em que José Serra era ministro da Saúde, não houve.
O MSM representou contra os seguintes meios de comunicação:
•O Estado de São Paulo
•Folha de São Paulo
•Rede Globo
•Revista Veja
•Revista IstoÉ
•Jornal do Brasil
•Correio Brasiliense
•Jornal O Globo
Em meados do ano passado, Estadão, Folha e Globo pediram ao MPF o arquivamento do processo, que foi negado pelo Ministério Público Federal, através da procuradora doutora Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, e pediu ao Ministério da Saúde dados sobre os surtos de febre amarela nos últimos vinte anos.
No fim do ano, depois de três meses, o Ministério da Saúde enviou os dados ao MPF e este enviou oficio ao Movimento dos Sem Mídia e aos veículos representados pedindo que se manifestassem sobre o caso, querendo.
Em 7 de novembro de 2008, o Movimento dos Sem Mídia atendeu ao convite do MPF e protocolou nova manifestação na instituição dando conta de que os dados enviados pelo MS estavam incompletos e informando a existência de estudo do próprio MS intitulado “Auditoria de Imagem”.
O estudo em questão foi conseguido pela jornalista Conceição Lemes e dava conta exatamente da argumentação que fez o Movimento dos Sem Mídia, de que no surto de febre amarela à época de Serra, quando houve muito mais casos de febre amarela e muito mais mortes pela doença, a mídia não fez nem uma fração do estardalhaço que fez no ano passado, inclusive desautorizando o ministro da Saúde quando este pediu calma à população, que por sua vez entrou em pânico, muitas vezes vacinando-se duas, três vezes, com os resultados catastróficos conhecidos não só para a Saúde Pública, mas também para o Erário Público, pois 20 milhões de doses de vacinas foram aplicadas a mais em 2008, enquanto que em 2000 a vacinação foi muito menor.
Os seguintes meios de comunicação se manifestaram também, no fim do ano passado:
O Estado de São Paulo
Folha de São Paulo
Revista Veja
Rede Globo
Os veículos supra mencionados voltaram a pedir o arquivamento da Representação do Movimento dos Sem Mídia sob as mesmas alegações do pedido anterior, o que novamente foi negado pela procuradora Gonzaga Fávero, que enviou novo ofício ao MS pedindo a confirmação da veracidade do estudo “Auditoria de Imagem” enviado ao MPF pelo MSM.
O ofício do MPF ao MS foi enviado em 15 de janeiro último. Até o Momento o MS não enviou os dados nem confirmou ao MPF a veracidade do Estudo “Auditoria de Imagem” de sua autoria, que mostra claramente a desproporção do noticiário sobre surto de febre amarela entre a época em que o ministro da Saúde era José Serra e no ano passado, já sob a administração José Gomes Temporão”.
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