segunda-feira, 8 de março de 2010

Ainda buscando a verdade! - 09/01/2009

Nestes últimos dias tenho me colocado a meditar sobre o Poder. Qual o motivo de tanta busca pelo pobre coitado? Será que o Poder é único ou são vários? Afinal o que é e para que serve o Poder? (vou parar por aqui, pois parece que continuo com o método socrático. rsrsrsr).

Para começar a responder sobre estas questões, iniciei pesquisando como se deu a colonização de Minas Gerais. Não fiz pesquisas em livros, mas em artigos eletrônicos, principalmente os das revistas da Fundação João Pinheiro, ou mesmo em artigos isolados que podem ser encontrados pela Internet.

Quero ver se até o final de janeiro consigo publicar, aqui neste blog, um material com bastante conteúdo, para quem tiver curiosidade de ler e até mesmo reproduzir a vontade (entendo que o conhecimento, mesmo que seja pouco, como é o meu caso, tem que ser colocado à disposição do Povo).

O território que conhecemos hoje de Minas, inicialmente pertencia a São Paulo, Goiás, Bahia e Pernambuco. Como o meio de transporte principal era por águas, somente as capitanias que estavam próximas ao litoral se desenvolviam.

No caso de Minas o Ouro foi o fator responsável pelo seu desenvolvimento, chegando à época aurífera a ocupar o posto de província mais importante do Brasil (também pudera, acredito que o ouro que saiu do Brasil foi o principal responsável pela Revolução Industrial).

Citarei um pedaço do que já escrevi, pois resume bem o objeto que estou estudando: “É fundamental observarmos que o fator decisivo para que Minas alcançasse o território que tem hoje, foi sem duvida alguma a decadência da mineração. A decadência da produção aurífera nas últimas décadas do século XVIII desencadeou um movimento migratório das vilas do ouro para outras áreas da Capitania das Minas Gerais. Nos primeiros anos do século XIX, as lavouras de café da Capitania do Rio de Janeiro atingiram Minas Gerais pelos vales dos afluentes do Rio Paraíba do Sul. Localizaram-se, inicialmente, na Zona da Mata, nas fazendas dos seus desbravadores, cujas famílias eram oriundas das regiões de Vila Rica, do Serro e do Sul de Minas”.

O que quero dizer com isto é que o controle da Administração Política de Minas Gerais, sempre foi privilegio de poucas familias, sendo que Cid Horta em 1956 aponta que o tronco inicial não passava de 170. Ainda hoje, temos vários membros destas familias ocupando postos chaves na Administração Estadual, ou mesmo nas municipais.

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