Que tal falarmos um pouco de política exterior? Quero dedicar alguns capítulos para fazer algumas analises, principalmente agora que Barack Obama será o candidato dos Democratas a sucessão de Bush.
Ao longo da disputa pela vaga Democrata, Obama se mostrou o candidato mais progressista para assumir a Casa Branca. Em seus discursos mostrou muita segurança e coerência. Recebeu até elogios de Fidel Castro (Obs. Sempre que a mídia fala de Fidel, antes de seu nome vem o adjetivo: Ditador, eles nunca mencionam que a sua permanência no poder sempre foi pelo voto, ademais como chamar alguém de Ditador que não é mais o Presidente do país, coisas da nossa mídia formadora de opinião), voltemos às eleições Estadunidense (assim é que eles devem ser chamados). Os Estados Unidos são totalmente estáveis, isto porque suas Instituições são historicamente fortes e estabilizadas, quando outro partido assume o poder lá, poucas chefias são substituídas, portanto, a margem de mudança é pequena. De toda a forma algumas mudanças podem ser previstas, caso Obama vença MacCain.
Os Democratas são extremamente nacionalistas, tem o apoio sindical e de grande parte dos movimentos civis. Assim, suas políticas são protecionistas, o que pode buscar uma valorização maior das empresas Estadunidenses e dos produtos Nacional. Em discurso, Obama declarou retirar as tropas do Iraque e uma política mais agressiva para com o Irã (recebi como infeliz a declaração em relação ao Irã).
Em relação a Cuba ele deixou a entender que não vai acabar com os embargos, de toda forma vejo como uma oportunidade de maior dialogo com a Ilha. Obama ainda elogio o governo brasileiro por diversas vezes, o que pode sinalizar uma relação diferente conosco. Até agora não opinou sobre Venezuela, Paraguai, Uruguai e Equador. O país que pode sentir muito em relação aos Republicanos é a Colômbia, hoje único aliado dos USA na América do Sul, pois em 2009 vence o contrato do Plano Colômbia, que repassa cifras altas para o combate claro as farc. A vitória de Obama pode significar uma relação diferente com seus irmãos do Sul, a visão distorcida de que somos quintal Estadunidense pode começar a mudar. (No próximo capitulo vou falar da Colômbia).
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