A folha de São Paulo publicou neste domingo pesquisas de alguns Estados para o ano de 2010, ao cargo de Governador. Um destes Estados foi Minas. O DataFolha fez quatro simulações:
Há algum tempo que venho afirmando que para o PT ganhar o Estado de Minas Gerais, o seu maior desafio será superar o conservadorismo dos mineiros. Fazer política em minas requer um cuidado muito grande. Quando se pensa que está por cima, rapidinho o tombo aparece. O silêncio do mineiro é perigoso, o político mineiro não fala, ele sonda, e de acordo com o que for melhor para seus interesses ele fecha. Vamos usar como exemplo o governador de Minas. Setores que historicamente se colocaram frente ao uso de drogas, apóiam o Governador, sem nenhuma explicação plausível, simplesmente porque as benesses do poder são atraentes.
Em 2006 Aécio com uma musica falando, “é o candidato que o Aécio quer, 250, é o candidato que o Aécio quer”, elegeu Eliseu Resende que em 1982 foi adversário ferrenho de seu avô, ao governo de Minas.
O candidato ao governo de Minas do PSDB chama-se Anastásia, que na verdade é o governador do Estado. Aécio é apenas a figura que simboliza o governo, mas a parte administrativa é tocada pelo seu vice. A parte de articulação política é feita por Danilo de Castro, que conhece como poucos os bastidores do poder mineiro. A parte de comunicação e marketing é cuidadosamente feita por sua irmã Andréia Neves, que pode ser facilmente encontrada nas redações dos principais meios de comunicações e como boa articuladora que é, parece não ter deixado que os meios de comunicação mineiros soltassem nada da pesquisa DataFolha, que mostra a pífia posição do candidato tucano.
De toda forma, o candidato tucano deve crescer em torno de 10% até o final do ano, o que lhe fará o candidato natural do PSDB. E dependendo da forma como Aécio entrar em sua campanha estes números podem chegar próximo aos 30% na campanha eleitoral. A vantagem é que o crescimento de Anastásia naturalmente encolhe Helio Costa. Já o candidato do PT, cresce em cima de eleitores naturais de Lula e do PT. Das duas vezes que Helio Costa disputou o governo do Estado, o PT lhe apoiou em ambas às vezes.
Se o candidato do PT for Patrus, não acredito que ele possa passar dos 27% dos votos, pois como disse acima, o eleitorado mineiro é conservador e Patrus não tem um discurso que consiga romper este problema histórico. Pelo menos dois fatores são responsáveis por Pimentel aparecer em uma posição privilegiada na pesquisa. O primeiro é que Pimentel saiu a pouco tempo do executivo, sua imagem é bem fresca na capital e na região metropolitana. O Segundo fator é que ele teve sua imagem associada à de Aécio Neves nas eleições municipais. Muitos petistas criticaram a aliança em Belo Horizonte, mas falando serio, ela poderá ser a responsável por uma vitória do PT no Estado de Minas Gerais, justamente porque os setores mais conservadores do Estado perderam o medo de Pimentel, com a aliança. Estes dois fatores, Patrus jamais poderá usufruir.
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