Estas últimas semanas foram bem pesadas, com muitos compromissos e a tendência é que semana que vem seja pior. Estou apenas justificando porque o blog está atrasado. Na terça-feira estive na eleição do DCE da Puc-Contagem. Depois de 03 anos fora da Faculdade que me deu momentos alegres, voltei para apoiar a chapa 1 nas eleições internas. Acabou que a chapa 1 foi a grande vitoriosa do processo eleitoral. Torço para que façam um bom trabalho em prol dos Estudantes.
Por falar em eleição quero divulgar aqui uma matéria que foi publicada no Blog do Rovaí sobre a eleição em El Salvador. Eleição esta que comprova o avanço da esquerda na América Latina. Abaixo deixo o texto:
Agora, deixo-vos um texto enviado por email por Valter Pomar, secretario de Relações Internacionais do PT, que está em El Salvador. Ele escreveu esse depoimento no meio do dia de ontem, quando a eleição se realizava.
Domingo, 12h — Desde as 4h30 da manhã estamos circulando de carro pela região metropolitana de San Salvador, composta por várias cidades, onde reside a maior parte da população do país.
Nos bairros mais pobres, é visível a preferência pela FMLN e por Maurício Funes. Nos bairros de classe média, a preferência se inclina por Ávila, da Arena.
Pelo que sabemos, a votação começou pontualmente, as 7h00, na maioria dos locais de votação. As pessoas votam não por domicílio, mas por seu sobrenome. Todos os que moram num determinado município e têm o patronímico iniciado pela letra A, votam num mesmo lugar, mesmo que residam em locais distintos da cidade.
E, ao revés: dois vizinhos cujo sobrenome começa com letras distintas, vão votar em locais distintos.
O processo de votação é bastante confuso. O eleitor deve apresentar seu documento de identidade. Se confere este documento com uma lista. Detalhe: tanto no documento, quanto na lista, há fotos, mas estas fotos as vezes são diferentes.
Por exemplo: as vezes o eleitor tem uma segunda via de seu documento, e a foto na relação eleitoral é da primeira via. Fotos distintas.
Uma vez que o eleitor é localizado na relação, ele recebe a cédula de votação, tamanho A4, talvez maior, onde há dois retângulos: um com Arena, outro com FMLN escritos.
Não se vota no nome dos presidentes, mas apenas no seu partido.
O voto é manual, assim como a apuração é manual e feita nos locais de votação.
Depois de assinalar seu voto, em cabine, o eleitor deposita a cédula na urna, coloca o polegar numa substância que lhe deixará “pintado” pelo resto do dia, assina a lista de votação e recolhe seu documento. Nos 6 locais de votação que visitamos, constatamos problemas de diversos tipos (mulher casada a quem não deixam votar, pois na lista de votação segue o seu nome de solteira; discrepância entre as fotos da cédula de identidade e da relação eleitoral; etc.).
Num bairro de classe média, numa cidade ao lado de San Salvador, em que o prefeito é da Arena, acompanhamos o voto de Maurício Funes.
Apesar de ser um local de predominância arenista, Funes foi recebido com um entusiasmo impressionante. Detalhe: os arenistas presentes, embora em número expressivo, não fizeram provocação nem hostilidade, esboçando uma suave reação bem depois que Funes já havia ido embora.
A sensação é que o eleitorado de direita pressente que, desta vez, a FMLN vai ganhar.
Pesquisa de boca-de-urna feita por volta das 10h00, em 150 das 262 cidades do país, com 4.500 eleitores, deu 63% a favor de Maurício e 37% a favor de Arena.
Os sinais seguem os mesmo de ontem: tudo indica a vitória de Maurício Funes.
A militância da FMLN e os apoiadores de Maurício Funes, ademais de fortemente presentes nos locais de votação, estão muito ativos nas ruas.
Há bandeiras vermelhas em todos os locais, inclusive nos bairros de classe média.
Se a mobilização popular e a organização da campanha de Funes conseguirem manter o que vimos até as 12h00 deste domingo, derrotarão as tentativas de fraude”.
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