No recenseamento realizado em 1920, Contagem contava com menos de 5 mil moradores. È importante entendermos que minas era um Estado rural. E “Seguindo a tendência mundial, em 1935, reuniram-se representantes dos setores produtivos
mineiros e uma das reivindicações apresentadas foi o investimento e concentração de
atividades industriais no estado e no país”. Para romper com o atraso mineiro é lançada a ideia da construção de um parque industrial. A área disponibilizada para a construção da primeira medida econômica de desenvolvimento de minas pelo Governador Israel Pinheiro, foi “a atual Cidade Industrial localizava-se em Belo Horizonte e Contagem, dentro da área de concessão da empresa de energia elétrica capital – a internacional Bond and Share, que, desapropriada, foi anexada à Vila de Contagem, que por sua vez, integrava o município de Betim”. “A Cidade Industrial Juventino Dias, como foi chamada, foi instituída pelos Decretos-Lei 770 de 20 de março de 1941 e 778 de 19 de junho de 1941. Mas só foi implantada em 1946. A instalação da Itaú, no ramo do cimento, e da Magnesita, no ramo de refratários, funcionou como alavanca para imprimir confiança e credibilidade ao projeto e, ao final dos anos 1950, a cidade industrial havia se transformado no maior núcleo industrial de Minas Gerais.
Durante a década de sessenta do século XX, a indústria mineira e contagense viveu
uma fase de euforia e o parque industrial no contexto do ‘Milagre Econômico’ brasileiro. No final da década, Contagem, Betim e Belo Horizonte abrigavam quase todos os estabelecimentos do Parque Industrial Mineiro. Em 1966, a Cidade Industrial tem praticamente esgotada a sua capacidade dentro do hexágono, limitando novas instalações. Em 1970, também por iniciativa do setor público, foi constituído o segundo grande projeto de expansão industrial em Minas. Mais uma vez o foco foi localizado em Contagem. Por força da lei municipal nº 911, de 16 de abril, foi implantado o Centro Industrial de Contagem, mais conhecido pela sigla ‘CINCO’. O projeto previa a instalação de 100 novas fábricas e a geração de 20 mil novos empregos, com recursos do então BNDE (40%) e da própria Prefeitura de Contagem (60%).
Na década de oitenta do século vinte, várias empresas cessam suas atividades tornando-se obsoletas, como foi o caso da Companhia de Cimento Portland Itaú”.
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