segunda-feira, 8 de março de 2010

Mídia viola Direitos Fundamentais!

Na semana passada aconteceu um fato que novamente chamou a minha atenção para a chamada liberdade de imprensa. É sabido por todos nós que a grande mídia brasileira é formada apenas por 13 famílias, como foi levantado pela revista Carta Capital. A nossa grande mídia tem um poder tão grande, que é comum ouvirmos nas ruas sempre aquele famoso jargão: “a mídia é o quarto poder”. Particularmente acredito que ela é o primeiro poder, pois por diversas oportunidades assisti a mesma, influenciar nas decisões do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Basta que tenha algum interesse seu em jogo para que ela coloque seu arsenal em campo com o propósito de atingir quem quer que seja. Quando alguém contesta qualquer atitude midiática, rapidinho aparece a tão falada liberdade de expressão. Não sou contrario a liberdade de expressão, pelo contrario é um direito que precisa ser preservado, mas a forma que a mídia faz em nosso país, beira a ditadura de opinião.

Sob o rotulo de investigação, um dos instrumentos da grande mídia, a revista Isto é produziu uma matéria totalmente tendenciosa, justamente três dias depois que o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel foi indicado como Coordenador da campanha da Ministra Dilma Rousseff à presidência da Republica. O semanário sem investigar nada, sem ouvir pessoas envolvidas, simplesmente soltou uma reportagem acusando Pimentel de participar do chamado suposto mensalão.

Segundo a influente revista: “Parte da nova documentação analisada pelo Supremo atinge diretamente um importante dirigente petista que havia permanecido incólume durante todo o escândalo do Mensalão e que só agora tem seu nome envolvido na rede de corrupção. Trata-se do atual coordenador da campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ex-prefeito de Belo Horizonte (2005-2008), Fernando Pimentel. No processo 2008.38.00.012837-8, que investiga os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e tramita sob sigilo na 4ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais e agora foi anexado ao caso do STF, ele é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o Exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça. Nesse processo, o procurador da República Patrick Salgado Martins mostra as relações de Pimentel com o empresário Glauco Diniz Duarte e com o contador Alexandre Vianna de Aguilar”.

A revista sabe muito bem que a pior pena para qualquer pessoa pública são denuncias, por isso ela sabiamente usou sua liberdade de expressão para tentar atingir Pimentel. O que chama atenção para este episodio é o que relata o jornalista Luis Nassif: “A falsa denúncia da IstoÉ contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, ia entrar no Jornal Nacional na sexta. Justo o JN que jamais repercutiu uma denúncia sequer da IstoÉ. Pimentel foi entrevistado às 19:30, com perguntas bastante agressivas. Tipo, qual seu relacionamento com o publicitário Marcos Valério, com o doleiro fulano de tal. Às 19:45, Pimentel foi informado que a Terra Magazine tinha conseguido falar com o procurador do inquérito, que desmentiu o indiciamento. Imediatamente alertou a redação do Jornal Nacional. Mas o JN continuou firme com a intenção de dar a matéria. Apenas às 20:15, quando a Agência Estado repercutiu a nota, o JN percebeu que a unanimidade na cobertura havia implodido. E a matéria caiu. O episódio é significativo para explicar os critérios jornalísticos atuais da velha mídia. A matéria da Terra Magazine já tinha desmontado o factóide. Não era uma matéria em cima de hipóteses, mas de uma entrevista com o procurador do inquérito do mensalão. Em pouco tempo, a informação espalhou-se feito um rastilho pela Internet. Só que a velha mídia é auto-referenciada, em seu mundo cada vez mais restrito. As matérias não são analisadas pela sua consistência ou não, mas pela capacidade ou não de manter a turma unida em torno de uma mesma versão – seja falsa ou verdadeira, pouca importa. O curioso é que o pessoal do fechamento do Estadão não teve a mesma precaução do JN. A torcida foi maior que o jornalismo”. Sem compromisso com a verdade, ao que tudo indica, a intenção da revista era derrubar uma pessoa, simplesmente, porque ela não pertence a sua relação de interesses políticos.

Como humanista, jamais gostaria de ver a liberdade de imprensa e de opinião em risco, agora, as mesmas devem ser exercidas respeitando todos os outros seres humanos. A imprensa deve pautar suas matérias de forma responsável, pois ela é formadora de opinião e deveria ser a primeira a respeitar os Direitos Fundamentais, pois é a mídia quem mais os invoca para si, quando sofre qualquer ameaça.

Um comentário:

  1. É camarada, nossa mídia há muito passou dos limites! E quando questionamos, cobramos responsabilidade eles ainda vem nos dizer que estamos querendo censurar.
    Abaixo a mídia golpista!

    ResponderExcluir