domingo, 7 de março de 2010

Miseráveis são menos de 20% da população, pela primeira vez!

Com o fenômeno dos Blogs, a mídia passa a ser de certa forma um pouco mais acessível, ou seja, democrática. Antes de ler as matérias dos grandes jornais sempre procuro ler os blogs, que tem responsabilidade com a informação. Um blog que diariamente leio é o do Rovaí, que hoje trouxe a seguinte matéria: (http://www.revistaforum.com.br/sitefina l/blog/default.asp#1009)

“Miseráveis são menos de 20% da população pela 1ª vez, diz FGV
(19/09/2007 17:31)
A Reuters acaba de publicar uma notícia que me parece muito importante. Repasso ao leitor e em postarei um comentário a respeito no pé desta mesma matéria..

O número de miseráveis no Brasil diminuiu em aproximadamente seis milhões de pessoas no ano passado, uma queda de 15,2% em relação a 2005, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Esta foi a primeira vez que o número de miseráveis ficou abaixo de 20% da população brasileira, desde que a FGV começou a realizar a medição, em 1992. Naquele ano, o percentual de miseráveis atingiu 35,16%.

A desigualdade no país também caiu. A renda dos 10% mais pobres subiu 57,4% e a dos 10% mais ricos aumentou quase 10 vezes menos, 6,8%. O estudo “Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda” mostrou que em 2006 a quantidade de miseráveis atingiu 36,1 milhões de pessoas, o equivalente a 19,3% da população brasileira, contra 42 milhões no ano anterior (22,7%).

“Acho que essa queda em 2006 vai se repetir em 2007, uma vez que o crescimento da economia é bom, há uma perspectiva boa para o aumento do emprego e há também uma continuidade dos programas sociais do governo”, disse “
Ao final ele faz um comentário, “Parte dessa diminuição da miséria tem de ser creditada à ampliação do Bolsa Família e ao aumento do valor real do salário mínimo, que melhora a renda de muitas famílias pobres através da aposentadoria dos idosos que vivem nessas casas.

Não entendo como ainda alguns intelectuais com trajetória de esquerda se negam a admitir as qualidades de um programa como o Bolsa Família. Até admito que ele possa ter que ser ajustado para resultar em avanços mais significativos para as famílias atingidas. Mas quando ouço gente que se julga progressista chamando-o de bolsa esmola, sinto um misto de raiva e pena. Acho esse tipo de comentário de uma arrogância e de uma pequenez impressionante. Quando escuto gente de direita falando esse tipo de bobagem, entendo. Afinal, pobre tem que ferrar mesmo na visão desses. Aí tudo bem, né?”

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