domingo, 7 de março de 2010

O candidato da conservadora mídia paulista

Hoje vou publicar uma matéria escrita no blog do Renato Rovaí, pois acredito que a mesma vem de encontro ao direito à informação e o direito a livre concorrência. Outro ponto que acho salutar discutir é o fato de que em 2006, o maior derrotado nas eleições foram os meios de comunicação, resultado: eles agora não querem mais vacilar. A grande mídia brasileira possui dono e lado. O que me assusta é o fato deles, não mais denunciarem o que os políticos de direita fazem de negativo, pois a imagem destes não pode ser arranhada. Vamos à matéria:

“O candidato da conservadora mídia paulista já tem nome e sobrenome, Gilberto Kassab. Quando o atual prefeito proibiu outodoors, placas de fachada e distribuição de panfletos jogou no colo dos meios comerciais alguns milhões de reais, principalmente do mercado imobiliário. Façam um teste dando uma olhada na Folha e no Estadão de hoje ou de qualquer outro dia da semana.

Mas agora ele deu a cartada final. Ao assinar lei que proíbe jornais com menos do que 80% de editorial, ou seja, com no máximo 20% de publicidade, sejam distribuídos nos faróis da cidade tornou-se o queridinho dos donos da comunicação impressa.

Na prática ele decretou o fim das publicações gratuitas que começavam a roubar leitores dos jornais pagos.. Um jornal tablóide de 12 páginas não poderá ter duas de anúncios ou terá rompido essa barreira. Isso é impraticável. Se a regra valesse para os veículos distribuídos em bancas, Fórum provavelmente reinaria sozinha. Talvez tivesse a companhia de Caros Amigos. E até da finada Primeira Leitura, que só por ser política, mesmo sendo tucana e direitosa, também vivia à mingua sem publicidades.

Mas com essa jogada, Kassab ganha a Folha e o Estadão (que aliás não publicam nada crítico ao ex-prefeito há um bom tempo) e a ainda leva de troco o grupo Globo, do qual faz parte O Diário de São Paulo, que mais estava perdendo leitores por conta dos fenômenos Destak e Metro.

Agora, Geraldo Alckmin vai ver como é dura a vida para um candidato sem microfones e holofotes. Eu acho que ele não agüenta o tranco e desiste da empreitada”.

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